Agosto exige atenção especial da população da Baixada Santista, não apenas por causa das mudanças no clima, mas pelos efeitos invisíveis do ar seco sobre a saúde (Vanessa Rodrigues / AT) Com histórico de ser um dos meses mais secos do ano, agosto chega ao litoral de São Paulo com alerta para a baixa umidade do ar, piora na qualidade do ar e impactos diretos na saúde da população. Segundo a Defesa Civil do Estado, mesmo com a previsão de duas frentes frias ao longo do mês, a tendência predominante é de tempo seco e maior risco de doenças respiratórias, irritações na pele e nos olhos, além de queimadas e incêndios florestais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na região, embora o litoral receba maior umidade em comparação ao interior paulista, as mudanças climáticas e a má qualidade do ar urbano contribuem para tornar o mês desafiador, especialmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios crônicos. O que esperar do clima em agosto? De acordo com os modelos meteorológicos mais recentes, a primeira frente fria deve ocorrer por volta desta terça (5), trazendo pancadas de chuva e ventos fortes. Já a segunda frente está prevista para o fim do mês, com menor volume de chuva, mas com potencial para queda nas temperaturas e sensação térmica mais fria nas manhãs. Entre essas duas passagens, o predomínio será de tempo seco, com umidade relativa do ar podendo ficar abaixo dos 30%, índice considerado de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Riscos para a saúde no tempo seco A baixa umidade e o acúmulo de poluentes no ar favorecem: Crises de asma, bronquite e rinite alérgica; Ressecamento de mucosas (nariz, garganta e olhos); Sangramentos nasais (epistaxe); Desidratação silenciosa; Maior risco de infecções virais e bacterianas. Dicas de saúde para enfrentar o tempo seco A seguir, as principais recomendações de especialistas e da Defesa Civil para proteger a saúde durante o mês: Hidrate-se constantemente Beba pelo menos 2 litros de água por dia, mesmo sem sentir sede. Chás naturais e água de coco são boas opções. Evite bebidas com cafeína em excesso. Evite exercícios físicos nos horários mais secos Pratique atividades ao ar livre antes das 10h ou após as 17h. Durante os picos de calor e baixa umidade, o esforço físico pode agravar o risco de desidratação. Proteja pele e olhos Use hidratantes corporais e colírios lubrificantes, principalmente se você fica exposto ao sol ou ao ar-condicionado. Lábios rachados e olhos vermelhos são sinais de alerta. Use umidificadores ou métodos caseiros Baldes de água, toalhas molhadas ou bacias perto da cama ajudam a melhorar a umidade do ar nos cômodos. Plantas como a espada-de-São-Jorge também contribuem. Limpe a casa com pano úmido Evite varrer a seco. Isso levanta partículas e piora a qualidade do ar. Tapetes e cortinas devem ser limpos com mais frequência. Incêndios e queimadas: risco também na Baixada Apesar de serem mais comuns no interior do Estado, queimadas também são registradas em áreas de mata e morros da Baixada Santista durante o inverno seco. A Defesa Civil alerta que provocar queimadas é crime ambiental e pode comprometer a saúde de toda a vizinhança. Com vegetações mais ressecadas e clima estável, até pequenas fagulhas de bituca de cigarro ou restos de poda podem iniciar focos de incêndio. Fique atento aos sinais Procure atendimento médico se notar: Dificuldade para respirar ou falta de ar; Tosse seca persistente; Sangramentos nasais frequentes; Cansaço extremo sem causa aparente.