A coleta emergencial foi feita em bairros como José Menino, Marapé, Pompeia, Campo Grande, Gonzaga, Boqueirão, Ponta da Praia, Embaré, Aparecida, Estuário, Macuco, Mercado, Centro e nos morros da cidade (João Cireira/ Tv Tribuna e Rafael Motta/AT) A paralisação dos trabalhadores da limpeza urbana nos últimos dias, aliada à tempestade que atingiu o litoral de São Paulo nesta quarta-feira (6), resultou em cenas preocupantes em diversas cidades. Sacos de lixo se amontoaram nas calçadas, invadiram a frente de residências e até alcançaram a orla da praia de Santos. As chuvas intensas que atingiram a região agravaram a situação, espalhando os resíduos e gerando mau cheiro. Em Santos, um morador relatou para A Tribuna que o acúmulo de lixo atingiu áreas internas do prédio onde vive na Rua Alexandre Martins, na Aparecida. “A água inundou todo o salão social e o lixo acumulado dos últimos dias está boiando e fedendo”, afirmou. As imagens enviadas por moradores mostram o impacto direto da paralisação juntamente com a chuva: montes de sacos plásticos espalhados pelas ruas e em frente a edifícios, inclusive na região da orla da praia, tornando o cenário caótico. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), André Domingues, a greve foi encerrada e os trabalhadores já retomaram as atividades. “A coleta já voltou ao normal desde ontem (terça-feira) à noite. Deve normalizar tudo de 2 a 3 dias por conta da chuva forte de hoje. Mas os trabalhadores já estão em atividade máxima normalmente”, disse. Excesso de lixo por conta da greve dos coletores na Baixada Santista (Reprodução e João Cireira/ Tv Tribuna) A Terra Santos informou que iniciou uma força-tarefa logo após o fim da greve, com um efetivo 42% maior do que o habitual. Foram colocados nas ruas 20 caminhões e 80 colaboradores, que atuaram até às 4h da manhã nos bairros mais afetados. No dia seguinte, as equipes começaram a trabalhar às 6h30, com 25 caminhões e 120 profissionais, mesmo com as fortes chuvas. A coleta emergencial foi feita em bairros como José Menino, Marapé, Pompeia, Campo Grande, Gonzaga, Boqueirão, Ponta da Praia, Embaré, Aparecida, Estuário, Macuco, Mercado, Centro e nos morros da cidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Prefeitura de Santos informou que cerca de 960 toneladas de areia foram retiradas do Canal 3, como parte do desassoreamento necessário após a ressaca. Esse acúmulo de areia comprometeu o escoamento das águas pluviais e agravou os alagamentos. As equipes de zeladoria também atuam na verificação e desobstrução de grelhas de drenagem afetadas por lixo levado pela chuva. A cidade registrou diversos pontos de alagamento, como nos canais 1, 2, 3 e 4 e em vias como as avenidas Nossa Senhora de Fátima, Francisco Manoel e Waldemar Leão. Coleta seletiva foi retomada de forma acelerada após o fim da greve na Baixada Santista; forte chuva afetou o processo (Reprodução e Silvio Luiz/ AT) Nas redes sociais, o prefeito Rogério Santos (Republicanos) comentou a situação: “Infelizmente a cidade está sofrendo com os alagamentos. Tivemos a greve dos profissionais da limpeza, o excesso de areia por conta da última ressaca, que acabou obstruindo as galerias, e cerca de 96mm de chuva em poucas horas”. Além de Santos, outras cidades da Baixada também enfrentaram problemas. Em Guarujá, a Defesa Civil registrou 86,9 mm de chuva nas últimas 12 horas e alagamentos em várias ruas. Em Praia Grande, o índice pluviométrico foi de 62 mm em 24 horas. Já São Vicente teve 23,2 mm no mesmo período, com pontos de alagamento transitáveis em diferentes avenidas. Itanhaém registrou 61,17 mm nas últimas 24 horas, sem ocorrências. Em Bertioga e Peruíbe, os índices foram menores e não houve registros de danos.