[[legacy_image_8651]] Quem quiser fazer um caldo verde nesse frio vai ter que gastar um pouco mais. Ingredientes como cebola e couve mais que dobraram de preço, enquanto outros produtos sumiram da feira livre. Até os feirantes, assustados, indicam pesquisar antes da compra. Tem barraca de cebola cobrando R\$ 10,00 o quilo. Outras, de couve, apresentam maços de folhas pequenas e em pouca quantidade a R\$ 3,00. Quem procura percebe legumes menores. Valdemar Germano Neto, de 37 anos, feirante, explica que a baixa temperatura não deixa frutas, legumes e verduras crescerem, por isso, a alta dos preços. “A mandioquinha estava R\$ 5,99 e passou para R\$ 9,90 o quilo. Já a cenoura subiu de R\$ 4,99 para R\$ 5,99 e a berinjela foi de R\$ 2,99 a 5,99. Ninguém gosta. É ruim para nós que vendemos e também para quem compra”. Não só os legumes ficaram mais caros e miúdos. O pé de alface, queimado, exige que o feirante retire ainda mais folhas e deixe o produto menor. Mas, o preço não acompanha a redução do tamanho. “Porque se tem menos, os pés mais bonitos ficam mais caros. Eu vendo o produto de tamanho normal a R\$ 3,00, sendo que antes era R\$ 1,50. Pior que, como a alface estraga muito no frio, até agosto deve ser assim”, estima a feirante Helena de Andrade, de 46 anos. Dicas Apesar das altas da estação, tem vendedor que ensina: o negócio é, a cada feira, pesquisar. Isso porque há feirantes que são produtores, já outros compram na Central de Abastecimento (Ceasa), de sítios de Suzano (SP) ou até em outros estados. O feirante Igor Gomes de Oliveira, de 28 anos, conta que o preço da batata lavada, por exemplo, oscilou nos últimos dias. “Paguei num dia R\$ 140,00 e, dois dias depois, R\$ 80,00 o saco. Fui ontem e aumentou de novo. Quem faz feira vai ter que pesquisar muito”. Para o feirante Alberico Nascimento, de 49 anos. outra dica é aproveitar as frutas da época, como a mexerica ponkan, a pera, a uva e o morango, que não sofrem com o frio e barateiam. “Se quiser comer mamão, vai pagar nele verde R\$ 5,00 cada. Eu vendia quatro por esse preço duas semanas atrás. Hoje também está boa a maçã: cinco por R\$ 2,00”. Se o paladar não for tão seletivo, não é preciso se aborrecer. Lilian Mendes Bruno, de 39 anos, dona de casa e mãe da Marina, de 6 anos, estava feliz da vida na feira ontem, com a família. “Percebi o aumento no mamão e nas folhas, mas o bom é que minha filha gosta de maçã e pera, coisas que não aumentaram muito”, contou a mãe, logo após a menina falar: “é o que mais gosto! Ontem comi uma pêra e uma maçã”. Quem tem gosto diferente, como o despachante aduaneiro Jair Franco, de 61 anos, vai ter que se acostumar a caminhar mais. “Se está calor, queima e fica caro. Se chove, alaga e fica caro. Se faz frio fica caro. Não adianta, viu? A saída é mesmo pesquisar”, aconselha Jair. {HEADER} Carlos Nogueira