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Sábado

20 de Julho de 2019

Temperatura cai e faz subir o preço das verduras nas feiras da região

Os legumes também estão mais caros e a dica é pesquisar e tentar colocar na mesa os produtos da estação

Quem quiser fazer um caldo verde nesse frio vai ter que gastar um pouco mais. Ingredientes como cebola e couve mais que dobraram de preço, enquanto outros produtos sumiram da feira livre. Até os feirantes, assustados, indicam pesquisar antes da compra. 

Tem barraca de cebola cobrando R$ 10,00 o quilo. Outras, de couve, apresentam maços de folhas pequenas e em pouca quantidade a R$ 3,00. Quem procura percebe legumes menores. 

Valdemar Germano Neto, de 37 anos, feirante, explica que a baixa temperatura não deixa frutas, legumes e verduras crescerem, por isso, a alta dos preços. 

“A mandioquinha estava R$ 5,99 e passou para R$ 9,90 o quilo. Já a cenoura subiu de R$ 4,99 para R$ 5,99 e a berinjela foi de R$ 2,99 a 5,99. Ninguém gosta. É ruim para nós que vendemos e também para quem compra”.

Não só os legumes ficaram mais caros e miúdos. O pé de alface, queimado, exige que o feirante retire ainda mais folhas e deixe o produto menor. Mas, o preço não acompanha a redução do tamanho.

“Porque se tem menos, os pés mais bonitos ficam mais caros. Eu vendo o produto de tamanho normal a R$ 3,00, sendo que antes era R$ 1,50. Pior que, como a alface estraga muito no frio, até agosto deve ser assim”, estima a feirante Helena de Andrade, de 46 anos.

Dicas

Apesar das altas da estação, tem vendedor que ensina: o negócio é, a cada feira, pesquisar. Isso porque há feirantes que são produtores, já outros compram na Central de Abastecimento (Ceasa), de sítios de Suzano (SP) ou até em outros estados.

O feirante Igor Gomes de Oliveira, de 28 anos, conta que o preço da batata lavada, por exemplo, oscilou nos últimos dias. “Paguei num dia R$ 140,00 e, dois dias depois, R$ 80,00 o saco. Fui ontem e aumentou de novo. Quem faz feira vai ter que pesquisar muito”. 

Para o feirante Alberico Nascimento, de 49 anos. outra dica é aproveitar as frutas da época, como a mexerica ponkan, a pera, a uva e o morango, que não sofrem com o frio e barateiam. 

“Se quiser comer mamão, vai pagar nele verde R$ 5,00 cada. Eu vendia quatro por esse preço duas semanas atrás. Hoje também está boa a maçã: cinco por R$ 2,00”.

Se o paladar não for tão seletivo, não é preciso se aborrecer. Lilian Mendes Bruno, de 39 anos, dona de casa e mãe da Marina, de 6 anos, estava feliz da vida na feira ontem, com a família.

“Percebi o aumento no mamão e nas folhas, mas o bom é que minha filha gosta de maçã e pera, coisas que não aumentaram muito”, contou a mãe, logo após a menina falar: “é o que mais gosto! Ontem comi uma pêra e uma maçã”.

Quem tem gosto diferente, como o despachante aduaneiro Jair Franco, de 61 anos, vai ter que se acostumar a caminhar mais. 
“Se está calor, queima e fica caro. Se chove, alaga e fica caro. Se faz frio fica caro. Não adianta, viu? A saída é mesmo pesquisar”, aconselha Jair.




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Carlos Nogueira