[[legacy_image_222028]] Os estudantes que fizeram o Enem e quem trabalha com Língua Portuguesa partilham da mesma opinião sobre o tema da redação, "Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil", revelado via Twitter pelo ministro da Educação, Victor Godoy. A escolha foi vista de forma bastante positiva. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "O tema foi bem interessante, pois é um assunto muito falado nos últimos tempos”, diz Ana Clara Marques Pereira, de 17 anos, uma das primeiras a deixar o local de prova, apenas duas horas depois de seu início. Já Caíque Marinho dos Santos, de 19 anos, também celebrou a escolha pelo tema. "“A prova tinha questões fáceis e outras mais complicadas. Mas gostei muito do tema da redação. Eu acompanho muito essa discussão e isso ajudou bastante para fazer o texto”. Lucimar Rocha, professora de redação do Objetivo, destacou a amplitude do tema escolhido. “A redação trouxe um tema importante e bastante discutido na mídia nacional ao longo dos tempos. O candidato precisava compreender que o tema não se referia apenas aos povos originários, os indígenas, mas também àqueles que fazem parte de outros segmentos que formam as comunidade e povos tradicionais do nosso País”, explica Lucimar. Segundo ela, o importante para esse tema era que o aluno iniciasse contextualizando com alguma outra área de conhecimento (documentários, obras literárias, retomada histórica); estabelecesse relação com a frase temática e tornasse clara a opinião sobre ela. “Poderia afirmar que os povos tradicionais não têm sido valorizados em terras brasileiras, por isso é necessário que ações sejam colocadas em prática para amenizar ou corrigir essa situação que tanto prejudica os direitos desses povos”. LinguagensLucimar Rocha também avaliou a prova de Linguagens. Segundo ela, A prova de Linguagens manteve o padrão dos formatos anteriores: questões compostas por variados gêneros textuais e sua funções sociais; além de interpretação de textos literários e seus recursos linguísticos. “O candidato precisava estar atento ao comando das questões, a fim de buscar a resposta que estivesse relacionada com informações presentes nesses textos”, aponta. História De acordo com o professor Robson Santiago, foi uma prova clássica, que privilegiava a leitura de texto, com o conhecimento por trás das questões interpretativas e não apresentou exploração de imagens. “A discussão girou em torno dos considerados excluídos da história como mulheres, escravizados e trabalhadores, assim como questões relacionadas ao exercício do poder e seus limites, trazendo a história do tempo presente com a Constituição de 1988 e com os limites do poder político”.