[[legacy_image_346544]] Ramona e Ulna estão de volta à natureza. Trata-se de duas tartarugas-verdes (Chelonia mydas) que, na manhã de quarta-feira (27), foram soltas no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos por servidores da Secretaria de Meio Ambiente santista — entre eles, o secretário da pasta, Marcos Libório — e por um monitor ambiental da Fundação Florestal, órgão estadual responsável pelo monitoramento e pela preservação do espaço. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O Aquário Municipal havia recolhido os animais, em épocas diferentes, para tratar ferimentos que sofreram por causa da interação com atividades humanas. As tartarugas foram batizadas pela equipe do Aquário. Ulna foi achada com resquícios de materiais de pesca presos a ela, como linha e anzol, e resíduos plásticos no estômago. Sem a intervenção dos profissionais, Ulna levaria mais tempo para expelir os materiais e se recuperar. Foram seis meses de tratamento. Ramona ficou mais tempo sendo acompanhada: um ano e meio. Ela sofreu um acidente ao nadar perto de um barco. Seu casco foi atingido pela hélice da embarcação. O machucado poderia ter levado o réptil a sofrer graves problemas de mobilidade. Durante os cuidados no Aquário, ela teve seu casco e seu tecido ósseo reconstruídos. [[legacy_image_346545]] Uma anilha de metal inoxidável com um número de identificação foi presa a uma das nadadeiras de cada animal. Ela serve para identificar animais que já foram resgatados e receberam cuidado. Reserva ambientalO Parque Estadual Marinho da Laje de Santos foi escolhido para a soltura das tartarugas por ser uma área de reserva ambiental. Ali, é proibido pescar, e se controla o acesso de pessoas. A área é o habitat de peixes e recifes, e contém condições ideais para a reintrodução de tartarugas que estão em fase herbívora — alimentando-se apenas de plantas. O parque é monitorado e cuidado pela Fundação Florestal.