Tarcísio de Freitas (à esq.) e Fernando Haddad (à dir.) (Alexsander Ferraz/AT) Se a eleição estadual se restringisse às cinco maiores cidades da Baixada Santista, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se reelegeria no primeiro turno, em 4 de outubro próximo. O segundo levantamento do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT), promovido entre o dia 17 e a última quinta-feira (24), mostra o candidato com 52,3% das intenções de voto na sondagem estimulada, na qual se mostram aos eleitores os nomes dos concorrentes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Seu adversário mais próximo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), obteve 23,5% das indicações. Ficou numericamente abaixo dos 24,4% alcançados na primeira rodada, entre 20 e 26 de agosto, mas em uma oscilação dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos. “A vantagem do Tarcísio está praticamente assegurada. São números que não dão margem a dúvida”, analisa o cientista político, responsável pela Metodologia e Relações Institucionais do IPAT, Alcindo Gonçalves. Em votos válidos, quando se desconsideram os eleitores indecisos, os que pretendem votar nulo ou em branco e que não responderam aos pesquisadores, o concorrente do Republicanos atinge 65,5% das preferências, e o postulante do PT fica com 29,5%. (AT) Apesar de haver outros quatro candidatos a governador — e não mais cinco, porque Edjane Lima de Sousa, a Policial Edjane (Agir), deixou a disputa durante a pesquisa devido à desistência da vice, o que invalidou a chapa —, nenhum deles ultrapassou 1% das intenções de voto. Tal fato dificulta levar a eleição para um segundo turno, o que só ocorreria se a soma dos votos dos adversários de Freitas fosse superior a 50%. Ainda que o pleito fosse para uma segunda etapa, o governador venceria Fernando Haddad com folga (veja gráfico ao lado). Para comparação: em 2022, quando Freitas e Haddad também eram candidatos a governador, o petista liderou numericamente a sondagem inicial do primeiro turno e foi superado na segunda, sempre em empate técnico, conforme o IPAT. Feita entre os dias 17 e 24 deste mês, a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-09027/2026. Ouviram-se 1,2 mil eleitores. O intervalo de confiança é de 95%. (AT) Há mais “independentes”, mas a maioria pende à direita Mais perto da data do primeiro turno, em 4 de outubro próximo, cresceu além da margem de erro da pesquisa a quantidade de eleitores ouvidos pelo IPAT que declararam posicionamento político “independente”. O total passou de 42,6% para 50,5%. Estes foram os demais resultados: 14,9% se disseram de direita não bolsonarista; 13,2%, lulistas; 10,1%, bolsonaristas; 4,8%, de esquerda não lulista, e 6,5% não souberam responder. No entanto, ao contrário da primeira pesquisa, a maior parte dos independentes declarou voto para a Presidência no candidato Flávio Bolsonaro (PL, de 30,8% para 32,8%). Antes, havia mais citações a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com empate na margem de erro (caiu de 32,9% para 28,5%). Também entre os independentes, há 7,9% de intenções de voto para Augusto Cury (Avante), 3,4% para Renan Santos (Missão), 2,3% para Ronaldo Caiado (PSD) e 0,6% para Romeu Zema (Novo). Transferência de votos Em um eventual segundo turno, foi mais frequente a intenção de eleitores de Cury, Santos, Caiado e Zema de transferir seus votos para Flávio Bolsonaro. Nessa etapa decisiva, o candidato do PL receberia 40,3% dos votos dos eleitores de Augusto Cury, com 18,2% para Lula, 33,8% em branco, nulo ou nenhum dos dois e 7,8% de indecisos. Bolsonaro teria 59,4% dos votos dos eleitores de Renan Santos; Lula, 15,6%; votos em branco, nulo ou em nenhum também seriam 15,6%, e 9,4% estão indecisos. Entre os eleitores de Caiado, 44,8% escolheriam Bolsonaro, 17,2% ficariam com Lula, 17,2% votariam em branco, nulo ou em ninguém, e 20,7% não saberiam. Para os que preferem Zema, ou se votaria em branco, nulo ou ninguém (57,1%) ou no postulante do PL (42,9%) no segundo turno.