[[legacy_image_120606]] A possibilidade de liberação do uso de máscaras em ambientes externos, a partir de 1º de dezembro no Estado, anunciada pelo Governo Estadual, não é consenso entre infectologistas ouvidos por A Tribuna. Em entrevista coletiva na quarta-feira (3), o coordenador-executivo do Comitê Científico do Estado, João Gabbardo, explicou que os critérios analisados para a decisão, no final de novembro, serão a cobertura vacinal, além de números de novos casos, internações e mortes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O infectologista Evaldo Stanislau diz que, no momento, os dados apontam para uma baixa transmissão comunitária do vírus, além de uma alta taxa de vacinados. Dessa forma, em ambientes abertos e sem aglomerações, ele acha que é possível não usar máscara. “Porém, em ambientes abertos e aglomerados, como em pontos de ônibus, e fechados o uso deve seguir. Creio que se tivermos responsabilidade individual e coletiva poderemos não retroceder. Mas a recíproca é verdadeira”, diz Stanislau. O infectologista Roberto Focaccia vê pressão política na possível liberação e “parâmetros empíricos” para definir condutas. Para ele, embora seja razoável liberar em ambientes abertos, a circulação do vírus ainda é alta. “Enquanto houver vírus circulando, há riscos. Política e Ciência não combinam”. O infectologista Leonardo Weissmann explica que o risco de infecção ao ar livre, com distanciamento físico, é muito baixo. Entretanto, lembra que estamos chegando no final do ano, um momento com maior circulação de pessoas e mais aglomerações, com risco aumentado para novas variantes. “Por uma questão de segurança e evitarmos problemas de comunicação, penso que esse não seja o momento ideal para liberar o uso de máscaras, mesmo em ambientes abertos. Não podemos bobear nesse momento de retomada”. CidadesA Prefeitura de Santos afirma que acompanha diariamente os números da pandemia e que “pode ser mais rigorosa que o determinado pelo Governo Estadual, caso os números no final de novembro não garantam a segurança da população”. São Vicente informa que segue analisando o cenário de pandemia na Cidade e atenta às diretrizes do Governo do Estado. “Por enquanto, o uso de máscaras continua obrigatório, enquanto o Município concentra sua atenção na campanha de imunização”. O secretário de Saúde Pública de Praia Grande, Cleber Suckow Nogueira, explica que vai definir a situação em dezembro, junto ao Comitê Técnico Científico do Município. A Diretoria de Saúde de Mongaguá continua recomendando a utilização de máscaras, mesmo em ambientes externos, “até a cidade atingir a meta de 90% da população vacinada com as duas doses”. De acordo com a secretária de Saúde de Bertioga, Janice Santos, o comitê técnico de enfrentamento à Covid-19 estará reunido nos próximos dias para discussão sobre a flexibilização do uso de máscara em ambientes abertos. A secretária de Saúde de Itanhaém, Guacira Nóbrega Barbi, afirma que é razoável dizer que em ambientes externos há a possibilidade da liberação do uso de máscaras. “Tal liberação ficará a cargo dos indicadores, podendo ser obrigatório novamente a utilização, em caso de aumento das taxas de ocupação hospitalar ou óbitos”. Cubatão vai aguardar a definição por parte do Estado, enquanto Guarujá afirma que o uso de máscaras é um tema tratado com muito cuidado pelo Governo Municipal e “ainda passará por avaliação técnica do comitê de gestão de crise da covid-19 instalado pela Prefeitura.” Peruíbe não respondeu.