[[legacy_image_344828]] O incômodo de ter que utilizar um ônibus lotado ganha contornos ainda mais significativos quando a linha tem um percurso de 2h40 de duração e chega ao ponto de ter “briga” entre quem está no veículo e quem deseja ingressar nele, sem qualquer espaço. O panorama é agravado pela falta de ar-condicionado, desrespeito com horários e ausência de carros mais modernos. Pois, se você se identifica com a descrição acima, provavelmente é usuário da linha intermunicipal 930, entre Guarujá e Bertioga, no Litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A superlotação no veículo, nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, gerou uma série de protestos. “É uma linha que custa R\$11,45, um absurdo, não tem ar-condicionado. Sempre vai gente em pé, mas em horários de pico é pior”, descreve a biomédica Amanda Esteves de Carvalho Fusco, de 24 anos. Segundo ela, que pegou o veículo às 6h05, o anterior, que partiria às 5h40, não saiu, o que levou mais gente (ainda) a tomar o mesmo carro que ela. “Tinha gente dizendo que o anterior não passou (que sai 5h40). Mas teve uma senhora que ligou na empresa para reclamar e disseram que não tinha motorista para esse percurso. A situação ao longo do trajeto motivou confusões entre quem queria entrar no veículo e quem já estava apertado na “lata de sardinhas”. “Os horários de pico são piores. Eu que, teoricamente, teria que entrar às sete horas no trabalho, às vezes chego muitas vezes atrasado. Às vezes, eles não respeitam os horários, pelo fato deles não respeitar os horários, o que acontece? Ficam mais pessoas nos pontos de ônibus e essa é uma grande dificuldade”, relata um professor, que não quis se identificar. Na estradaA lotação do ônibus gera uma preocupação a mais nos usuários. Pelo fato de o veículo acessar a Rio-Santos à caminho de Bertioga, o medo de que o grande número de usuários e uma direção eventualmente imprudente gere um grave acidente acompanha as viagens “Essa Rio Santos é muito perigosa. Muitas vezes o motorista, por causa de horário, tem que dar uma corrida, “esticando” na pista. Para não chegar atrasado, acaba acelerando”, acrescenta o professor, que lembra que várias reclamações já foram feitas, inclusive à Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), que gere as linhas intermunicipais – sem sucesso. Outro ladoEm nota, a EMTU afirma que “a linha 930 não realizou a partida das 5h40 nesta segunda-feira (25), e os passageiros foram atendidos pelo veículo seguinte, com o horário programado das 6h05. A EMTU lamenta o transtorno causado aos passageiros e esclarece que a empresa operadora foi notificada e está sujeita a autuação de penalidade prevista em contrato”. “Quando necessários, ajustes são realizados para adequar a oferta de viagens com a demanda de passageiros tendo por base os monitoramentos diários realizados pelos setores de planejamento e fiscalização da EMTU, além das informações obtidas pelo Centro de Gestão e Supervisão da empresa, que acompanha a operação dos ônibus intermunicipais em tempo real”, acrescenta a empresa. Sobre a ausência de ar-condicionado nessa modalidade de linhas intermunicipais, a EMTU argumenta que “está empenhada em suas tratativas para ampliar o número de veículos com o equipamento na frota metropolitana. Atualmente, na Baixada Santista, os VLTs e todos os ônibus seletivos (de característica executiva) possuem ar-condicionado. São 25 ônibus seletivos das linhas 910 (Peruíbe-Santos), 921 (Itanhaém-Santos) e 929 (Bertioga-Guarujá) – este último realiza o mesmo percurso da linha 930”. Também afirma que “(...) os passageiros podem consultar os horários das linhas pelo site da EMTU ou pelo aplicativo EMTU Oficial, onde também é possível acompanhar os ônibus em tempo real”.