[[legacy_image_318910]] “A guerra (contra a desestatização da Sabesp) está longe do fim”. É o que afirma o presidente do Sindicato dos Urbanitários da Baixada Santista e do Vale do Ribeira (Sintius), Jair Álvaro da Silva, diante da sanção da lei que autoriza a privatização da companhia de água e esgoto pelo Governo Estadual. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Embora o Estado mencione que haverá ganhos com a privatização, inclusive com a promessa da manutenção de empregos por um ano e meio após a venda de ações, o Sintius é “frontalmente contrário” à mudança anunciada na semana passada. “Sou frontalmente contrário à privatização da Sabesp e defendo que o saneamento seja mantido como um serviço sob controle e gestão do Poder Público”, diz Silva, em nota. Segundo o presidente, ao longo dos últimos meses, “a direção do sindicato participou de reuniões com autoridades, mobilizações populares e audiências públicas na Assembleia Legislativa e em câmaras municipais para mostrar que a priva-tização desse serviço causará o aumento do valor da tarifa e a precarização dos serviços à população”. “A decisão que autoriza o Governo do Estado a privatizar da Sabesp representa a derrota em uma batalha, mas não, o fim da guerra em defesa do saneamento público”, complementa a nota. A privatização da Sabesp, sancionada na última sexta-feira pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), não será efetivada antes de julho. Como A Tribuna noticiou ontem, a expectativa do Estado é de que, no primeiro semestre, haja conversas com prefeituras para definir o novo contrato integrado de concessão, regras tarifárias e a estruturação da oferta pública de ações. O Governo paulista afirma que os primeiros impactos no dia a dia do cidadão, como a redução das tarifas, devem acontecer após a conclusão do processo. Na segunda-feira, porém, em um evento da XP Investimentos na Capital, o governador disse que “a tarifa vai subir, mas a privatização garante que ela vai subir num valor menor”.