Reduções de emendas parlamentares e de mandato de ministros do STF foram citadas por Simone Tebet (Alexsander Ferraz/AT) Apoio ao fim da escala de trabalho 6x1, combate aos gargalos logísticos do Porto de Santos, busca por políticas que somem valor agregado à indústria de transformação e defesa do aumento na participação feminina na política, da redução das emendas parlamentares e do fim de mandatos vitalícios aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Esses foram pontos explorados pela candidata do PSB ao Senado por São Paulo, Simone Tebet. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ela participou, nesta segunda-feira (14) pela manhã, do projeto Sabatina com os Candidatos, iniciativa da Associação Comercial de Santos (ACS) em parceria com Grupo Tribuna, Ordem dos Advogados do Brasil - Subseção Santos (OAB Santos), Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada (Assecob) e Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan). Segundo a candidata, é essencial ampliar os investimentos em infraestrutura e logística, com especial destaque para o sistema ferroviário — que ela julga capaz de interligar portos, aeroportos e rodovias e, por consequência, baratear a produção. Para Simone, a reforma tributária é que pode garantir aos empresários paulista e brasileiro competir em relativo pé de igualdade com a China, por exemplo. Emendas parlamentares Sobre a redução das emendas parlamentares, em pelo menos 50%, a candidata avalia que o valor restante seria capaz de aumentar o Fundo de Participação dos Municípios. Um dos problemas atuais é não se conseguir rastrear valores liberados em emendas, o que abre espaço para atravessadores. Sobre o fim da escala 6x1, cuja discussão está parada, Simone Tebet crê que o impacto para o agronegócio, por exemplo, é inferior a 1%. Mas que, se as pequenas empresas, com até dez funcionários, poderão ser afetadas, haverá meios de proteção a esses empreendedores e ganho de qualidade de vida aos colaboradores. Para a concorrente, o planejamento estratégico deve ser prioridade em todas as esferas de atuação do Poder Público, somado à segurança jurídica para atrair investimentos. A ex-ministra do Planejamento do atual governo vislumbra o que chama de “janela de oportunidades” para o País, pelo menos, por mais uma década. Simone Tebet também falou sobre a atual crise no STF, para o qual defendeu o fim da vitaliciedade de ministros da Corte: máximo de 14 anos no colegiado e idade mínima de 50 anos. Ela destacou, ainda, a defesa do investimento na educação formal, com o acesso amplo às universidades e ao Ensino Técnico profissionalizante direcionados para as necessidades da economia local. Por exemplo, indústria e Porto, com a exportação de itens com valor agregado, processando-se o café. Também defende que se explorem zonas de Processamento de Exportação (ZPEs). Presença feminina A candidata defendeu a ampliação da presença feminina no Congresso Nacional, para que chegue, ao menos, a 30% das cadeiras. Quem é Simone Tebet nasceu em Três Lagoas (MS) e tem 56 anos. É filha do ex-senador Ramez Tebet, já falecido. Advogada, foi vice-governadora do Mato Grosso do Sul, estado pelo qual foi senadora entre 2014 e 2022, ano em que concorreu à Presidência. Também foi ministra do Planejamento e Orçamento do atual governo.