[[legacy_image_15035]] A expectativa do setor imobiliário é de um 2020 ainda melhor do que foi 2019, que encerrou com números positivos, segundo o diretor regional do Sindicato da Habitação (Secovi), Carlos Meschini. Ele acredita que a venda de imóveis cresça entre 15% e 20%. Na Capital espera-se um aquecimento maior: 25%. Entre os motivos para o avanço, ele destaca a melhora da economia do País, juros baixos, mais empregos e um sentimento de estabilidade. “As pessoas estavam com medo de comprar e se endividar porque não havia garantia de emprego e agora começaram a ter isso”. Apesar de não apontar uma estimativa de crescimento, o presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob), Ricardo Beschizza, concorda com o aquecimento do setor e, além de citar a confiança da população sobre os motivos já mencionados por Meschini, destaca as muitas facilidades de financiamentos. Balanço Meschini ressalta que o ano passado já foi positivo para o setor, embora não tenha atingido as projeções iniciais de vendas, estimadas em 20%. O comércio na região teve entre 10% e 15% de aumento nos negócios. “O ano de 2019 foi mais ou menos o que a gente tinha previsto. Em algumas regiões, houve um crescimento maior do que em outras, porque o setor imobiliário é de resultado a longo prazo”. De acordo com o diretor regional do Secovi-SP, no segundo semestre do ano passado, o setor imobiliário já teve um aquecimento nas vendas. Praia Grande e Santos puxaram esse movimento. “Essa retomada nos dá uma perspectiva muito boa. O primeiro semes-tre estava muito parado em Guarujá e São Vicente, mas já sentimos um crescimento”. Estoques e construção Beschizza diz que o número de imóveis em estoque (que ainda não haviam sido vendidos), segundo pesquisa do Secovi-SP, diminuiu bastante em todas as cidades da Baixada Santista, o que abre espaço para novas construções. Entretanto, o presidente da Assecob faz uma ressalva. “O crescimento (da construção) deve ser linear. Você tem que entender o mercado e produzir para ele. Assim não fica com estoque parado, o que é prejuízo para todo mundo”. De acordo com ele, os empresários do setor têm terrenos comprados e, com a retomada do setor, estão sendo desenvolvidos mais projetos e outros tantos acabam saindo do papel. “Há um otimismo muito grande. Existe uma crescente razoável de empregos em todos os setores, a Selic indo para 4,5%, a Bovespa está com 117,7 mil pontos (até sexta-feira). Ou seja, os indicadores são favoráveis para as pessoas começarem a comprar imóveis, movimentando a economia”. Negócios são indicados pela segurançae valorização O diretor regional do Conselho Regional de Fiscalização do Profissional Corretor de Imóveis (Creci-SP), Carlos Ferreira, destaca o aumento das vendas de imóveis e aconselha que as pessoas continuem a comprar. Segundo ele, a tendência é que, com a redução dos estoques e alta demanda, os valores aumentem. A situação, porém, não precisa se encarada de forma negativa, uma vez que trata-se de um “patrimônio seguro” e em constante “valorização”. Ferreira conta que o último trimestre de 2019 foi muito bom, principalmente no comércio de imóveis novos ou com opções de lazer e de conjuntos comerciais novos - para locação. Os usados não ficam de lado. Segundo ele, seguem o mesmo ritmo, com destaque para aqueles com valores mais baixos, que acabam vendidos para a compra de outros, geralmente novos. Fluxo A remodelação da Ponta da Praia e os incentivos à construção no Centro da de Santos têm, de acordo com Ferreira, mobilizado empresários a procurar terrenos. Ele crê que movimentações nessas áreas serão observadas este ano.