Praia Grande foi a cidade que mais registrou mortes por afogamento (Alexsander Ferraz/AT) As praias do litoral de São Paulo registraram 79 mortes por afogamento entre janeiro e agosto deste ano. Praia Grande lidera o levantamento do Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar), com 23 óbitos no período, o equivalente a quase três em cada dez casos contabilizados. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na sequência aparecem Guarujá, com 11 mortes, e Itanhaém, com dez. Bertioga e Ubatuba tiveram nove óbitos cada. Já Santos, Caraguatatuba e Ilhabela não registraram mortes por afogamento no período, segundo o balanço. Um dos casos mais recentes aconteceu no último sábado (8), em Praia Grande. Um homem de 47 anos morreu após se afogar na praia do Canto do Forte. Ele estava no mar acompanhado de amigos quando se afogou. O homem foi retirado da água pelo GBMar já em parada cardiorrespiratória e encaminhado ao Hospital Irmã Dulce, mas não resistiu. Praia Grande lidera número de mortes Com 23 vítimas, Praia Grande responde sozinha por cerca de 29% das mortes registradas pelo GBMar no litoral paulista entre janeiro e agosto. Guarujá ocupa a segunda posição, com 11 óbitos, enquanto Itanhaém aparece em terceiro lugar, com dez. Confira os números divulgados pelo GBMar: Praia Grande: 23 mortes Guarujá: 11 Itanhaém: 10 Bertioga: 9 Ubatuba: 9 Mongaguá: 7 São Vicente: 3 São Sebastião: 3 Ilha Comprida: 3 Peruíbe: 1 Sem mortes registradas: Santos, Caraguatatuba e Ilhabela. Cuidados para evitar afogamentos O Corpo de Bombeiros orienta os banhistas a permanecerem, sempre que possível, em áreas próximas aos postos de guarda-vidas e a respeitarem as sinalizações existentes nas praias. Outra recomendação é evitar o consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar no mar. Crianças devem permanecer constantemente sob a supervisão de um adulto, mesmo quando estiverem brincando em áreas consideradas rasas. Os bombeiros também alertam para que os banhistas não entrem na água quando o mar estiver agitado ou houver qualquer outra condição que represente risco. Em situações de perigo, a orientação é procurar imediatamente um guarda-vidas e evitar tentativas de resgate sem treinamento, que podem transformar uma ocorrência em mais de uma vítima.