[[legacy_image_94813]] Com o objetivo de prevenir e chamar a atenção da população sobre a questão do suicídio, entidades médicas e da sociedade civil promovem diversas atividades de olho no próximo mês, que é batizado de Setembro Amarelo. Embora esse tema ainda seja considerado um tabu por parte da população, trata-se de uma questão de saúde pública e um risco de urgência médica, pois a tentativa de tirar a própria vida pode acarretar ao indivíduo desde lesões graves e incapacitantes até a morte. Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, 13.520 pessoas cometeram suicídio no Brasil em 2019. Desse total, 113 moravam nas cidades da Baixada Santista. Há dois anos, a região bateu recorde no número de óbitos desse tipo, superando a marca de 2011 (110). Os dados de 2020 ainda não estão disponíveis. SimpósioDiante da gravidade dessa situação, o Centro de Valorização da Vida (CVV) realizará entre esta segunda-feira (23) e quinta-feira (26), das 19h às 21h, a 11ª edição do Simpósio Internacional de Prevenção do Suicídio. Gratuito, o evento tem como ponto central a saúde emocional em tempos de confinamento social prolongado. Ele será transmitido ao vivo pelas páginas da instituição no Facebook e do YouTube. Os interessados em receber o certificado de participação devem fazer inscrição por meio do site www.sympla.com.br. AdaptaçõesSegundo Renato Caetano, que atua como voluntário do CVV em Santos, a instituição recebe diariamente cerca de 10 mil chamadas em todo o País. Esse número se manteve durante a pandemia de covid-19. “No ano passado, a gente recebeu por volta de 13 milhões de contatos e projetamos que esse patamar deverá ser mantido em 2021. Seria natural imaginar que teríamos uma maior procura por causa da pandemia, mas não conseguimos identificar isso nos nossos números”, explicou. Por outro lado, Caetano admitiu que esse assunto é recorrente entre as pessoas que buscam auxílio junto ao CVV. O voluntário considera que foi uma vitória manter esse grande número de atendimentos à população nesse período, porque muitos voluntários são idosos ou possuem comorbidades e ficaram impedidos de ajudar inicialmente. “Em pouco mais de duas semanas, a equipe de TI (Tecnologia da Informação) do CVV conseguiu desenvolver um aplicativo para que o atendimento pudesse ser realizado de forma remota”, destacou. Além disso, a instituição precisou se adaptar à nova realidade para preparar cursos de formação à distância. Afinal, todos eles eram presenciais. “Essa facilidade de acesso ao sistema permitiu que alguns colegas façam dois, três e até mesmo quatro plantões durante a semana. Para nós, essa é uma conquista muito importante”. EquipeAtualmente, o Centro de Valorização da Vida em Santos possui cerca de 70 voluntários e atende 24 horas por dia. As pessoas podem entrar em contato pela instituição pelo telefone 188. Também é possível buscar ajuda via e-mail e chat por meio do site. OrigemO Setembro Amarelo foi um movimento criado no Brasil, em 2015, por iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria. Este mês foi escolhido porque é nele que ocorre o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, em 10 de setembro, criado em 2003 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Associação Internacional para Prevenção de Suicídio e Federação Mundial para Saúde Mental.