Até meados de agosto, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) começará a operar comercialmente em sua segunda fase, da Avenida Conselheiro Nébias ao Valongo, em Santos. O prazo foi dado para A Tribuna pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ontem à tarde, ao chegar ao Grupo Tribuna para a reunião do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Em até 180 dias” a operação terá início, disse Freitas. “O que a gente precisa, agora, é fazer todos os testes pré-operacionais, ajustar o sistema de semaforização e começar a operação.” A nova data supera a informada, no ano passado, pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), segundo a qual o VLT estaria operando nesse trecho a partir deste semestre — até junho. “É a primeira vez que eu falo nesse prazo”, rebateu o governador. Os testes da segunda fase do Veículo Leve sobre Trilhos começaram em 20 de setembro do ano passado. Já naquela época, a EMTU informava que as obras estavam em fase de conclusão, e os serviços finais transcorriam de forma paralela aos testes de validação — para constatar que não há impedimentos à circulação dos trens na via férrea. Com oito quilômetros de percurso e 12 pontos de embarque e desembarque, o segundo trecho do VLT vai ligar o ramal Barreiros-Porto ao Valongo, a partir da estação Conselheiro Nébias. As duas linhas do VLT somarão um trajeto de 19,5 quilômetros, somados a extensão da nova linha e os 11,5 quilômetros do primeiro trecho. São esperados cerca de 35 mil passageiros diários. “Os testes da via permanente e dos sistemas no segundo trecho do VLT prosseguem até que todos os aspectos técnicos sejam solucionados e o sistema alcance o desempenho esperado, preservando também a segurança dos passageiros que utilizarão o modal”, declarou a EMTU, em nota, no mês passado. Tarcísio de Freitas chegou ao Grupo Tribuna às 15h13: foi ao Condesb (Alexsander Ferraz/ AT) Estações inacabadas As estações da segunda fase do VLT também estão inacabadas. A conclusão delas depende de uma licitação para a instalação das portas-plataforma, prevista para ser lançada em março. Esses equipamentos têm abertura e fechamento sincronizados com os das portas do VLT, para organizar o embarque e o desembarque de passageiros. Mas a operação não depende de estarem instalados: no trecho Barreiros-Porto, o serviço foi iniciado mesmo sem as portas em todas as estações. Pista da Imigrantes A planejada terceira pista da Rodovia dos Imigrantes “não vai ser suficiente” para comportar a demanda de veículos de passeio e carga em direção à Baixada Santista, avalia o governador Tarcísio de Freitas. Esse projeto consistirá em uma pista com 21,5 quilômetros no trecho de Serra, ligando o Rodoanel Mario Covas, no Planalto, e a Rodovia Cônego Domênico Rangoni, próximo ao Polo Industrial de Cubatão. Freitas mencionou corredor rodoferroviário e Parelheiros-Itanhaém (Alexsander Ferraz/ AT) Em pronunciamento durante a reunião de ontem do Condesb, Freitas declarou que será preciso pensar também na Linha Verde, um corredor rodoferroviário que ligará a Baixada ao Planalto composto por uma rodovia com oito pistas e uma ferrovia com duas linhas. O governador também citou que se deverá tratar do projeto de uma rodovia entre Parelheiros, em São Paulo, e o Litoral Sul da Baixada, entre Mongaguá e Itanhaém. “(A Baixada) É uma região muito demandada e vai continuar muito demandada.” Trem Também no Condesb, o governador declarou que deverá ficar pronto “por volta de 2027” o projeto do Trem Intercidades (TIC) Eixo Sul, entre Santos e São Paulo. O estudo está sendo feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), contratado pelo Estado. Três estações da Capital receberiam trens oriundos de Santos. Com custo estimado em R\$ 15 bilhões, o plano foi incluído em maio passado por Freitas no Programa de Parcerias de Investimentos do Estado (PPI-SP) e deve ser posto em prática com o setor privado. O trajeto deve durar 90 minutos, e o percurso poderá ter entre 80 e 130 quilômetros de extensão.