[[legacy_image_2411]] Aumento do teto de repasse de verba do Governo Federal para o atendimento de Alta e Média Complexidades é a preocupação comum dos secretários de Saúde das cidades da Baixada Santista. Os representantes da pasta estiveram reunidos na segunda-feira (8) para elencar as principais dificuldades da região. O convite da reunião partiu da deputada federal Rosana Valle (PSB), que pretende reunir os problemas destas áreas e buscar soluções metropolitanas. A ideia é apresentar um relatório com esse levantamento para o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Bertioga e Itanhaém não participaram do encontro. Para o secretário de Santos, Fábio Ferraz, a participação mais significativa da União no custeio do Hospital dos Estivadores é necessária. Ele explica que, hoje, com o custeio mensal de R\$ 7 milhões, o Governo Estadual arca com R\$ 4,5 milhões, a União entra com R\$ 1,1 milhão e o Município complementa o restante. “Pelo próprio regramento, no SUS, unidades como esta deveriam ter 50% de custeio da União, 25% do estado e 25% do município. Aqui, a União não ajudou em nada na reformado hospital e colabora somente com cerca de 12% do custeio mensal”, afirma ele, que também pediu à deputada federal ajuda para a qualificação junto ao Governo Federal da UPA da Zona Noroeste, para que a unidade passe a receber recursos. A secretária de Cubatão, Andreia Pinheiro, conta que, em pesquisa no sistema federal, constatou que cidades com o mesmo número de habitantes que as da Baixada Santista recebem um teto maior do recurso. “Somos a região do Estado que menos recebe”, avalia. Regulação de vagas Um dos assuntos levantados pelos secretários diz respeito ao Governo do Estado. Boa parte dos representantes dos municípios se queixa do sistema da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), principalmente pela falta de transparência e integração de outros sistemas. O secretário de Saúde de Praia Grande, Cleber Suckow Nogueira, afirma que no último final de semana a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da cidade, que tem capacidade para dez bebês, recebeu 18, além de outros dois que ainda poderiam nascer. “A gente não consegue acesso a leitos de UTI neonatal na região por problemas de regulação ineficiente, pois se esgotamos na região, nós temos o Estado de São Paulo inteiro. Estamos há 40 minutos de São Paulo e, muitas vezes, não conseguimos acesso aos serviços de referência. É um problema de integração entre os sistemas Cross, que deveriam ser únicos”, questiona Nogueira. Santos e Guarujá confirmam também a lotação neste tipo de UTI. Apenas Cubatão admite ter vagas, mas que depende da Cross para receber pacientes dos demais municípios. A diretora do Departamento Regional de Saúde (DRS-4), Paula Covas, afirma que a situação dos bebês de Praia Grande foi “um problema pontual” e que acompanhou de perto o caso durante o fim de semana. “Já fazemos esse monitoramento no sistema, mas nem sempre conseguimos a vaga naquele momento”, justifica. Demandas Ao fim da reunião, os secretários ficaram de enviar dados para que Rosana fundamente seu relatório, o que deve ocorrer no final deste mês, após a reunião mensal do grupo. “Foi um panorama e temos que trabalhar junto com essas pessoas que sabem a realidade. Saio daqui com uma diretriz e esse é o momento da gente mostrar a força e as necessidades da nossa região”, finaliza a deputada.