[[legacy_image_252391]] O Hospital do Vicentino é protagonista do chamado Quarteirão da Saúde, na Avenida Minas Gerais, na Vila São Jorge, em São Vicente. Diante dele, as calçadas estão em perfeitas condições, e a grama, bem aparada, ainda com frescor de obra nova — foi inaugurado no ano passado e a segunda etapa, na terça-feira (7). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Basta sair daquela quadra e ultrapassar uma ponte para que tudo se transforme. É onde a avenida muda de nome, para Monteiro Lobato, na Vila Voturuá. O quadro é antigo e desolador: mato crescido, muretas do canal quebradas, buracos e sujeira. Uma triste rotina para quem mora ou apenas passa por lá. “As calçadas têm muito entulho e lixo. Tem que ficar mudando de lado para passar”, conta a atendente Patrícia de Jesus, que reside no local há oito anos. Embora more em outro bairro, o motorista de aplicativo Adriano da Silva costuma passar pela avenida a pé e de carro. “O mato está crescido, tem buracos, o canal está sujo e ainda alaga quando chove. Maquiaram a situação só naquele trecho do hospital”, diz. O aposentado Miguel Gimenez mora na Avenida Monteiro Lobato há uma década e convive diariamente com a falta de conservação, literalmente, na porta de casa. “Ainda capinaram o mato do outro lado hoje (quarta) pela manhã, mas nunca resolvem isso. É capaz de eu ir embora (morrer) antes disso”, conta. Enquanto varria a calçada diante de casa que o pai, já falecido, comprou há 52 anos, a desempregada Adélia Marquette Gomes da Cruz se aborrecia. “Entra e sai prefeito, mas ninguém resolve nada. São Vicente é assim mesmo”. O tom de Marcos Pereira, há oito anos dono de uma padaria na avenida, é o mesmo. “Vêm prefeitos e vereadores aqui e nada acontece. E vemos isso todos os dias, o que também prejudica o comércio.” Desistência Em nota, a Prefeitura de São Vicente informa que a empresa responsável pelas obras no local desistiu do contrato. O Município prepara uma nova licitação para que os serviços sejam retomados o mais brevemente possível. Também no texto, a atual gestão informa que asfaltou, até dezembro último, 69 ruas e avenidas, totalizando 44 quilômetros de asfalto. Quanto aos alagamentos, a Administração tem feito estudos e projetos de combate às enchentes. No ano passado, o Município conseguiu a liberação de R\$ 25 milhões do Governo do Estado para essa finalidade, que serão revertidos na instalação dos sete primeiros conjuntos de comportas na Cidade. As instalações serão nestes locais: Avenida Castelo Branco, Pompeba, Dique do Piçarro, Dique das Caixetas, Rio dos Bugres, Sambaiatuba e Jóquei Clube. Também será realizado serviço de recuperação dos taludes do canal da Avenida Eduardo Souto. A atualização do Plano Diretor de Macro e Microdrenagem (PDM-SV), iniciada em julho de 2022, está em andamento com serviços de equação das chuvas, delimitação e definição das áreas, contribuição das bacias hidrográficas, determinação das vazões, medição da profundidade dos canais de drenagem, cadastro das principais galerias de microdrenagem e a apresentação de soluções de engenharia para todos os locais de inundação — nas áreas Insular e Continental — com estimativa do custo de implantação. O estudo deve durar oito meses e a ideia é ir além, compatibilizando o plano com estudos relativos às mudanças climáticas decorrentes das alterações do nível da maré. A última atualização foi realizada há duas décadas — em 2002, na Área Continental e, em 2003, na Insular, e a conclusão se deu em 2007.