[[legacy_image_260022]] Uma funcionária de uma empresa terceirizada encontrou larvas e bichos em pacotes de comida que vieram em uma cesta básica em São Vicente. As cestas são retiradas mensalmente na escola onde a moradora trabalha. Inconformada, ela fez vídeos e fotos. (Veja mais abaixo) Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em entrevista para A Tribuna, a ajudante de cozinha, que preferiu não ser identificada, disse que retirou a cesta na segunda-feira (10), na Escola Municipal Gilson Kool Monteiro, na Vila Nova São Vicente. As larvas no arroz foram percebidas quando ela cozinhava. "Peguei a cesta, fui cozinhar o feijão e estava cheio de bichos. Depois a gente vai fazer o arroz, ferve e sobe aquelas larvinhas. Que cesta é essa? Acho isso muito chato, é bem desagradável. A gente trabalha pra conquistar a cesta. A gente tem filho em casa. É uma palhaçada", desabafou a funcionária. As cestas foram entregues para funcionários pelo Instituto de Gestão Educacional e Valorização do Ensino (Igeve), que presta serviços nas escolas municipais de São Vicente. A moradora conta que, geralmente, as cestas básicas entregues contêm arroz, feijão, açúcar, óleo e milho. Antes, elas também vinham com café e produtos de higiene, mas os mesmos foram retirados. Segundo a funcionária, os pacotes em que as larvas foram achadas têm validade até 23 de setembro deste ano. "Antes vinha café, produto de limpeza. Aí eles retiraram e começou a vir feijão duro, com sujeira e bicho. O arroz com larvinha, como se a cesta tivesse guardada há muito tempo pra depois entregar pra nós. "É lamentável, nós trabalhamos pra trazer os alimentos para nossos filhos e quando vamos cozinhar vem essa palhaçada", declarou. RespostasEm nota, o Igeve disse que não foi notificado formalmente sobre o ocorrido e que, ao saber do fato por meio da Reportagem, entrou "em contato com a empresa responsável pela distribuição dos alimentos aos colaboradores do instituto, a fim de apurar a questão e adotar as providências cabíveis". A entidade ressalta que disponibiliza canais diretos de comunicação para que os colaboradores possam entrar em contato e relatar problemas, citando os e-mails ouvidoria@igeve.org e etica@igeve.org, disponíveis 24h por dia, com chat ao vivo e em horário comercial. O instituto, presente em São Vicente desde 2017, diz ainda que a preocupação com a saúde e bem-estar dos colaboradores é uma "prioridade", e que serão tomadas "todas as medidas a nosso alcance para que fatos dessa natureza não aconteçam". Em nota, a Prefeitura de São Vicente informa, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), que notificou o Igeve e irá acompanhar e cobrar as medidas cabíveis.