[[legacy_image_246879]] Uma esteticista, de 55 anos, e sua cadela tomaram um choque na última terça-feira (7) na calçada da praia do Itararé, em São Vicente. O caso aconteceu em frente à Avenida Manoel da Nóbrega e a vítima, moradora de Santos, estava saindo da praia com seu marido e o animal de estimação no momento do acidente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A vítima, que preferiu não se identificar, disse que seu marido chegou do trabalho no dia e o casal decidiu ir à praia, mesmo com a chuva. Apesar do tempo fechado e chuvoso, a esteticista afirmou que não hesitaram em ir, pois não caíam raios e nem trovões. Por volta das 17h30, o casal e a cadela terminaram de aproveitar a praia e curtir o dia. Decidiram ir embora para casa. Durante o trajeto até o carro, a bolinha do animal de estimação caiu no chão próximo ao poste de energia. “Quando ela (a cadela) foi pegar, eu achei estranho que ela pulou. Foi um pulo muito alto. Nós dois estávamos descalços, ainda chovia, mas não tinha trovão. Nessa hora, eu fui pegar a bolinha e a minha mão voltou, mas meu pé ficou. Foi uma sensação horrível, como eu nunca senti na vida. Pensei que eu iria morrer”, conta a vítima. Neste momento, a esteticista disse que queria sair dessa carga elétrica que tomou seu corpo, mas não conseguia sequer falar e alertar seu marido. O homem estava próximo, mas não entendeu a situação. “Foi Deus (que a salvou). A bolinha era de borracha e eu não conseguia pegá-la. Minha ‘cachorra’ também não conseguiu, ela pulava. Acho que também pulei. Meu pé puxava, ficava e minha mão voltava. Não sei te explicar como consegui me soltar do choque. Foi muito rápido, coisas de segundos. Mas, pareciam minutos”, relembra. Após a situação, a cadela e sua dona ficaram bem. A vítima explicou não ter ficado com sequelas físicas. “Sinceramente, estou traumatizada. Até de chinelo, tenho medo. Estou indo na praia de tênis. Foi muito triste. Uma tarde que era para ser legal e poderia ter sido uma fatalidade”. O trauma relatado pela vítima foi compartilhado até mesmo pela cadela. A mulher disse que, ao chegar em casa, seu animal de estimação se recusou a pegar outra bolinha e ficou com medo do próprio brinquedo. Depois do ocorrido, a vítima contou ter procurado a Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL) para alertar sobre o caso e evitar que outras pessoas passassem pelo mesmo, contudo diz que nada foi feito. Toda vez que passa pelo local, ela explica que sequer vê uma placa de sinalização, sinal de obra ou manutenção. “É um poste de energia. Ele estava normal. Foi tão rápido que não consegui perceber se tinha algo exposto”. Procurada pelaReportagem, a CPFL afirmou que esteve no local citado e "constatou que o poste não pertence à companhia".