[[legacy_image_156753]] Uma motorista de São Vicente tem feito sucesso após a publicação que ela fez nas redes sociais oferecendo seus serviços, que vão de "curtir praia, piscina e cachoeira" até "fugir de casa e largar o embuste". Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A publicação no Facebook tem mais de 5 mil curtidas e 7 mil compartilhamentos. Em conversa com A Tribuna, Elizandra Regina de Cândido, de 47 anos, contou um pouco sobre como começou a trabalhar como motorista e também uma história marcante com cara de "detetive". Eli, como é chamada pelas passageiras que ela chama de amigas, é bastante conhecida em São Vicente pelos seus trabalhos como artesã. Ela fabrica há seis anos laços para crianças e também era jurada em concurso de miss. "Veio a pandemia e eu quebrei. Pensei 'meu Deus, e agora?'. Tinha um dinheiro guardado e investi na minha garagem, então abri um disk lanche. O problema é que eu fiquei refém de motoboys, me estressava muito, então decidi que não queria mais aquilo". A primeira pessoa que pediu pelos serviços de Eli como motorista foi sua avó, que pediu à neta que ela fosse ao mercado fazer compras para ela. "Falei pra ela que eu não tinha nem gasolina no carro, aí ela me mandou um dinheiro e eu fui. Aí o que aconteceu? Ela espalhou para as amigas, que falaram para outras amigas". Confira a publicação: O mesmo aconteceu com as amigas da sua filha de 30 anos, que discutiam uma maneira de voltar da balada que não fosse o tradicional aplicativo de transportes. "Uma delas falou 'tia, bem que vc podia levar e buscar né?'. Outra amiga disse 'se a gente paga pro uber, a gente paga pra senhora'. Topei o valor que elas propuseram e as meninas foram espalhando para outras amigas. O negócio tomou uma proporção que as meninas me ligavam falando 'oi tia, sou amiga da amiga da Rafa", contou. Uma das histórias relembradas por Eli é a de uma mulher que pediu ajuda para ir atrás do cara com quem estava saindo. "Ela me chamou e falou 'eu preciso ir atrás do meu crush'. Busquei ela e quando paramos em frente a casa dele, que tem um bar, ela falou 'voce vai ficar comigo até o final, faz de conta que você é minha amiga'. Ela disse que pagaria tudo e eu só tinha que fazer de conta que éramos amigas lá no bar em frente a casa do homem que ela queria ver chegar". Elizandra se considera "pau para toda obra" e fez a publicação inspirada no post de uma amiga. "Coloquei para chamar a atenção e ficar cômico. Vi no Facebook de uma amiga e encaixava exatamente com o que eu fazia. Ela mesmo me falou 'tia, vou tirar isso daí porque você já viralizou'", brinca. Além de mulheres, Eli também transporta as "mães de pet", em toda a Baixada Santista. A motorista diz estar "muito feliz" com a repercussão que tem tomado. "Juntei o útil ao agradável, eu precisava fazer dinheiro e a mulherada precisava de uma uber porque a maioria tem medo de motoristas homens".