[[legacy_image_248860]] Depois de trabalhar por nove anos na área da saúde, o técnico de enfermagem Matheus Lopes Batista Tokoro, de 31 anos, decidiu que era hora de trocar os plantões de hospitais por algo mais prazeroso. Conversando com um amigo que mora no Nordeste, surgiu a ideia de trazer para o litoral uma chopeira em formato de bomba de combustível. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Foi assim que, no final de fevereiro de 2022, o empreendedor passou a literalmente 'abastecer' seus clientes com chope gelado nas praias de São Vicente. Compartilhe agora essa notícia por WhatsApp clicando aqui "Estava muito estressado da rotina do hospital. Saía de casa às 4h30 e voltava só às 20h. Isso foi saturando, carga horária extensa, muitos óbitos e falta de suprimentos. Meu amigo teve a ideia e criou uma máquina de chope inspirada nas bombas de gasolina americanas dos anos 50. Ele não conseguiu levar o projeto à frente e, então, vi a possibilidade de trazer para a Baixada Santista", contou ele em entrevista para A Tribuna. Matheus relata que apostou todas as suas fichas e economias juntadas enquanto trabalhava em dois hospitais e criou, junto com a esposa, Keila Valéria de Camargo Tokoro, a Gelada do Zé, inspirada em seu avô, José Rubens. [[legacy_image_248882]] "Ele era um estivador e, como todo trabalhador depois de um dia estressante, parava no bar da esquina de casa para jogar baralho e relaxar. O nome Gelada do Zé é uma homenagem a ele". O projeto deu muito certo e, desde seu início, tem participado até mesmo de eventos e shows. Não há quem não note a chopeira, que pesa cerca de 150 kg, circulando pela praia. O prefeito de São Vicente, Kayo Amado, chegou a postar um vídeo dela em suas redes sociais na noite desta terça-feira (21). [[legacy_youtube_JIRek3WG_x8]] "Começou a ter uma repercussão muito grande. Apostei na circulação dela para ter bastante visualização e fechar eventos. As vendas são ótimas, cerca de 100 litros por dia", conta ele, que roda por toda a orla da praia do Itararé e chega a fazer 7,5 km por dia de distância. Matheus começa seu trajeto perto do teleférico e vai andando até a Ilha Porchat. Na volta, ele vai até a divisa de São Vicente com Santos e retoma seu caminho mais duas vezes. Ele sai de casa com cerca de 80 a 100 litros do chope, que é uma receita artesanal, criada por ele com um cervejeiro. "Expliquei ao cervejeiro como eu queria que fosse feito o chope. Queria que fosse algo voltado para a praia, refrescante, leve. Aí, a gente chegou numa receita que foi bem aceita e tem agradado a todos os paladares", explica. [[legacy_image_248883]]