[[legacy_image_258571]] Onde já houve um comércio intenso, com frutas, verduras, peixaria e floricultura, atualmente há muito mato e sinais de abandono. O Mercado Municipal de São Vicente continua à espera de dias melhores — ou que, minimamente, reduzam a tristeza de quem passa pelo local. A Prefeitura já procura empresas para a concessão e a reforma do espaço. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O espaço foi inaugurado em 1929. Funcionava em um prédio histórico construído em 1729 e que abrigou a primeira sede da Câmara Municipal. Após ser cadeia e quartel de polícia, virou mercado. Teve sua fachada tombada em 2010. O local, que também abrigou a Rodoviária de São Vicente, deixou os tempos de movimento para trás. Olhares de lamento dão o tom para comerciantes e munícipes. “Esse espaço está abandonado, é um absurdo. Cheguei a ver funcionando quando era rodoviária. Tinha outra dinâmica, umas lojinhas... Mas, desse jeito, ficou extremamente feio. A sensação de abandono é grande. Em pleno Centro, poderia colocar outra coisa, caso não desse para voltar ao que era”, considera a camareira Leandra Ferreira dos Santos Souza, 31 anos. Seu diagnóstico coincide com o da comerciante Ivone Salustre, de 63 anos, há quatro décadas mantendo uma papelaria nas imediações. Ela já viu inúmeras transformações e se ressente da ausência de movimento para dar vida à área. “Desse jeito, dá tristeza. Até se a rodoviária viesse para cá a gente iria gostar. Claro que ninguém em trânsito vinha tirar uma xerox, mas tinha vida no local. Se é para tombar (a fachada) feia desse jeito, atrapalha o turismo.” Insegurança O clima de abandono do Mercado Municipal só não supera a preocupação com a segurança na área e no entorno. Há cerca de um mês, a Igreja Matriz sofreu três furtos na mesma semana. Do Parque Cultural Vila de São Vicente, bem em frente, já teriam levado, até, geladeira. Fora os furtos de fios de cobre, comuns em áreas com sinais de degradação. “As pessoas já não param para comer aqui por medo. Tem semana com quatro ou cinco dias com carros com vidros quebrados. Imagine a pessoa vir para almoçar e, então, quebram o vidro dela. Não tem como, prejudica a gente”, relata Leonora Maria Oliveira Silva, dona de um restaurante e que atua na área há 47 anos. Solução Em nota, a Prefeitura informa que foi lançado um procedimento de manifestação de interesse, a fim de instigar o setor privado a apresentar propostas de viabilidade financeira para um processo de concessão. Na proposta, deverá ser apresentada uma modelagem econômico-financeira, na qual a empresa vencedora de um possível processo de concessão arque com a revitalização, a manutenção e gestão do espaço. “A Administração Municipal ressalta, ainda, que a única restrição imposta ao setor privado é com relação à fachada do espaço, visto que se trata de um patrimônio histórico da Cidade, localizado nas proximidades do Parque Cultural Vila de São Vicente. Quanto à questão da segurança, a Administração afirma que “reforçou a segurança na região que compreende o Mercado Municipal (...) Diversas ações integram o fortalecimento do monitoramento nas redondezas do local, como a instalação de um posto fixo de segurança, com a presença da Polícia Militar durante o dia, e da Guarda Civil Municipal (GCM) no período noturno”.