[[legacy_image_323520]] Tontura, dor abdominal, diarreia e sudorese. Esses foram os sintomas que uma idosa de 76 anos sentiu após comer um chocotone sem notar que ele estava embolorado. A Tribuna conversou com a filha da mulher nesta quinta-feira (4) que explicou ter comprado o produto em um mercado de São Vicente. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Moradora do Município, Cristiane Aparecida Pasqualini afirmou ter comprado três chocotones da marca Romanato por aplicativo para fazer um ‘pavetone’ (um pavê de chocotone) na ceia de Ano-novo. A compra foi feita no dia 26 de dezembro e, assim que chegou, ela abriu um deles e comeu em família. “Um eu abri, estava normal, consumimos tudo e só senti que ardeu um pouco a minha garganta. Minha mãe falou que era da essência, eles colocam essas essências. Falei que deveria ser sim, estava bom e tudo. Depois guardei dois para poder fazer um pavetone para a ceia do dia 31”, descreveu. Porém, enquanto a mulher dormia, a mãe dela aproveitou para abrir um dos chocotones e tirou uma fatia para tomar um café. “Ela não viu que ele estava com bolor verde. Como ele é de gotas de chocolate ela não reparou. Ela deve ter visto escuro, mas achou que eram as gotas e consumiu”, relatou. Pouco tempo depois, a idosa começou a se sentir mal. Cristiane afirmou que a mãe teve tontura, dor forte abdominal, diarreia e sudorese. “Eu fiz um chá de louro e dei a ela. Com um tempo assim, ela foi melhorando. Graças a Deus, está bem, já está de pé”. “Eu fiquei muito nervosa, me senti muito preocupada por ela ter ingerido e gostaria que, se possível, esse chocotone passasse por uma análise de laboratório para saber o que houve para ele estar assim deteriorado para consumo. Ele está impróprio para o consumo e gostaria de saber o porquê que ele veio assim. Vou levar esse caso adiante até com as autoridades, porque isso foi um desrespeito”. Cristiane espera que a divulgação do caso sirva de alerta para a população sempre olhar minuciosamente tudo antes de consumir. Afinal, o produto ainda estava dentro da data de validade, que expira no dia 14 de março de 2024, porém segundo a vicentina não há a data de fabricação na embalagem. Depois do caso, a mulher informou ter procurado a Vigilância Sanitária, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e disse que pretende procurar um advogado para tomar as medidas cabíveis sobre o caso. A Romanato Alimentos afirmou, em nota, que seus panetones são produzidos em uma rigorosa e criteriosa análise de qualidade realizada por profissionais. A empresa citou que há “um enorme cuidado na fabricação, armazenamento e no transporte dos produtos”. Ainda segundo a empresa, há uma preocupação com a saúde, bem estar e segurança alimentar do consumidor durante a produção dos alimentos. Por isso, há um Sistema de Gestão da Qualidade, com as Boas Práticas de Fabricação conforme requisitos legais vigentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Ministério da Saúde, bem como o Codex Alimentarius Commission, regido pelo Manual da Qualidade M.BPF. Esses cuidados citados pela empresa estabelecem um programa para prevenir, monitorar e acompanhar a contaminação física, química e microbiológica de seus produtos que são produzidos por um processo de fermentação natural. Por isso, segundo a Romanato, os laudos de análises de controles e monitoramentos em amostras retiradas após a fabricação apontam que os resultados estão dentro do valor permitido pela legislação vigente. “Esclarece se ainda que eventuais alterações nas características originais do produto, podem ser decorrentes do armazenamento incorreto por umidade ou calor excessivos, e a sua ingestão não é capaz de causar danos à saúde. A Romanato Alimentos se coloca à disposição do consumidor através do SAC e também das autoridades competentes para auxiliar nos esclarecimentos da verdade e reforça seu compromisso com o consumidor, com os rigorosos controles de qualidade e com as boas práticas de fabricação”, concluiu em nota.