[[legacy_image_80773]] Uma festa clandestina incomodou moradores do bairro Vila São Jorge, próximo à divisa entre Santos e São Vicente, na madrugada deste sábado (17). Segundo vídeo gravado por uma moradora, que preferiu não se identificar, o evento seguiu além das 5h30 da manhã, perturbando moradores com o alto som que varou a noite. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo a moradora, a festa clandestina tem acontecido semanalmente no bairro durante mais de um mês, sempre de sexta para sábado. "Houve uma vez que era quase 6h30 da manhã e a 'balada' continuava. Meu marido me levou pra trabalhar e ficamos estarrecidos com o volume do som aquela hora", conta a denunciante. Ela ainda acrescenta que durante a noite, "a polícia só passa às vezes", o que dificulta a fiscalização desses eventos. Moradora do bairro há mais de cinco anos, a mulher reclama do descaso das pessoas com a pandemia. Ela e a família enfrentaram a covid-19 no ano passado, e depois de duas internações, ela quase não sobreviveu. "Ficamos muito tristes com tudo isso. Dia 11 fez um ano que eu, meu marido e filho tivemos covid. Eu e meu filho fizemos o isolamento direitinho, meu marido precisava sair pra trabalhar e assim fomos contaminados. De nós três, eu fui a que fiquei pior. Fui para o hospital duas vezes, tive 55% do pulmão comprometido. Quase morri. E ver as pessoas levando a vida como se nada estivesse acontecendo me entristece". Na época, o filho estava com 17 anos e não teve sintomas graves. Hoje, ela e o marido já tomaram a primeira dose da vacina, mas seguem preocupados com a contaminação. "Preciso trabalhar, tomo todos os cuidados, mas não posso mandar na vida do outro", desabafou. Em nota, a Prefeitura de São Vicente informou que tem realizado ações integradas de fiscalização, continuamente, "envolvendo Secretaria de Comércio, Vigilância Sanitária e Guarda Civil Municipal, para coibir as aglomerações e frear a disseminação da Covid-19". Ao todo, desde o início das ações de força-tarefa, mais de três mil pessoas foram dispersadas em pontos de aglomeração na cidade. Ainda segundo a Prefeitura: "é humanamente impossível fiscalizar todos os cantos da cidade, pois não há efetivo suficiente, de nenhuma GCM, para estar em todos os locais ao mesmo tempo. E pior, para forçar as pessoas a seguirem protocolos amplamente divulgados e de conhecimento de toda a população há mais de um ano. A GCM recebe centenas de denúncias semanalmente. Neste sentido, cabe ressaltar mais uma vez que a missão de vencer essa pandemia depende da conscientização de todos. Parte desta tarefa é do poder público, e a outra é da população". Já a Guarda Civil Municipal de Santos informou não ter recebido denúncias sobre a referida festa e ressalta que "é feita fiscalização por meio de rondas, por toda a cidade". Ambos destacam que a população pode utilizar os canais de denúncia pelo telefone da GCM, o 153. Em São Vicente, o munícipe também pode denunciar pelo WhatsApp em (13) 99641-0112. [[legacy_youtube_GD2mW62xvlc]]