[[legacy_image_257478]] A fábrica de vidros na Rua Frei Gaspar, no Centro de São Vicente, encerrou as atividades nesta sexta-feira (31) e deixou algo para o Município além de saudade após 86 anos de funcionamento: dívidas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O Grupo Saint-Gobain, dono da unidade, deve R\$ 114,7 milhões, em valores atualizados, de naturezas fiscal e não fiscal, conforme informações públicas da dívida ativa do Município. O valor se refere a um terreno na Área Continental, objeto de invasões, inadimplência e graves riscos ambientais. As atividades de produção — com capacidade de 120 toneladas por dia — serão transferidas a uma unidade em Barra Velha (SC) neste mês. O valor da dívida constituída pela empresa ainda pode ser discutido administrativa e judicialmente, sem que haja prejuízo de atualização e correção mensal, também de acordo com a Administração. “Há oito anos, a Prefeitura trabalha na negociação para que a empresa regularize sua área e lamenta que, ao invés de estar adimplente com a Administração Municipal, optou por alterar suas atividades de cidade”, informou, em nota, o Poder Público. De acordo com a Prefeitura, a dívida ativa total da cidade — valores a receber e cobrados judicialmente — é de R\$ 3,6 bilhões. “Qualquer negociação para amortização ou quitação da dívida (do Grupo Saint-Gobain) é bem recebida pela Prefeitura, que está disposta, dentro dos limites legais possíveis e com concordância das partes, a realizar a melhor forma de compor situações eventualmente danosas ao Município, contando com o auxilio dos órgãos de fiscalização, em especial o Ministério Público, que acompanha o caso há anos”, informa a Administração. A Prefeitura também deseja que a empresa tome providências quanto ao terreno que a fábrica de vidros ocupava até ontem e que ficará sem uso. Outro lado Procurado para tratar do assunto, o Grupo Saint-Gobain não respondeu até o fechamento desta edição. A empresa limitou-se a dizer que falará apenas na segunda-feira.