[[legacy_image_302557]] Um estudante, de 14 anos, com transtorno do espectro autista (TEA), déficit intelectual limítrofe e impulsividade foi agredido por outro adolescente na porta da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Pastor Joaquim Rodrigues da Silva, em São Vicente. A mãe do aluno autista pede providências mais severas. (Veja em vídeo mais abaixo) A briga entre os adolescentes aconteceu no último dia 25, fora da unidade, que fica na Avenida João Francisco Bensdorp, na Cidade Náutica. Nas imagens, é possível ver o momento em que o estudante autista é agredido por outro adolescente que tenta lhe aplicar um golpe 'mata-leão' com a ajuda de terceiros. A Tribuna conversou com a mãe do estudante, Aline Neves, que contou que tudo começou com um desentendimento entre o filho e uma outra aluna, de 13 anos. De acordo com ela, a menina bateu na cabeça do adolescente e ele revidou, empurrando-a. Na sequência, ela avisou ao irmão dela, de 17, sobre o ocorrido, e o jovem quis resolver agressivamente a questão. “Ela fez o irmão dela espancar meu filho. Ele o enforcou e aplicou um mata-leão. Teve uma conversa entre eu, a mãe do adolescente e a diretora, quando ficou combinado a transferência da menor, porque meu filho tem dificuldade em se adaptar em uma nova escola e seria mais difícil para ele. Ela aceitou, mas agora quer colocar de volta a menina na mesma sala de aula com meu filho”, comenta. A informação da solicitação de retorno da adolescente à mesma sala foi dada pela secretaria da unidade municipal, segundo Aline. A mãe, que registrou um boletim de ocorrência contra os envolvidos, relatou que foi à Secretaria Municipal de Educação (Seduc), mas não teve a assistência necessária. “Ela levantou uma mentira, fez o irmão agredir meu filho e criar um abalo psicológico na cabeça dele. Ele não sai mais do quarto e voltou a fazer tratamento no Caps. Agora ela vai voltar para a escola depois de tudo que aconteceu?”, ressalta. Aline pediu uma medida protetiva contra a menina, tentou pedir ajuda no Conselho Tutelar, e continua tentando representar o boletim de ocorrência na delegacia. “Ele não tem mais segurança de sair. O único vínculo que ele tinha era de casa para a escola, que ele perdeu", explica. Impotência“É uma sensação de impotência, porque você vê alguém agredir uma criança. Se a mãe dela tivesse transferido a filha, estaria tudo resolvido”, lamenta a mãe do adolescente. De acordo com ela, essa aluna disse para os outros alunos que o filho dela a teria agredido com um soco na cara. “Ela queria que meu filho fosse humilhado, ela colocou em rede social, numa rede social da escola”. PrefeituraA Prefeitura Municipal de São Vicente, por meio da Secretaria da Educação, disse estar acompanhando o caso, e reforçou que ele ocorreu fora da unidade envolvendo um adolescente que não é aluno da rede municipal de ensino. Também garantiu que os responsáveis dos estudantes da unidade em questão já foram convocados pela equipe gestora, e que houve reunião com o Conselho de Escola, que também acionou o Conselho Tutelar. Ainda segundo a Administração, agora a Seduc continua apurando os fatos para a busca da melhor solução para todos os envolvidos. A Reportagem tentou contato com os responsáveis pela menina e o irmão, envolvidos no caso, mas não conseguiu uma resposta. O espaço segue aberto para manifestação.