[[legacy_image_279500]] Mais de mil regularizações fundiárias devem ocorrer em São Vicente até o fim do ano. A informação é do secretário adjunto de Habitação e Regularização Fundiária da cidade, Rodrigo Rosário, que participou ontem da entrega de 256 documentos de propriedade a famílias do Conjunto Habitacional São Vicente C. De acordo com o secretário, as próximas regularizações devem ocorrer em dois locais. “No Conjunto Habitacional São Vicente I, que fica no Samaritá, devem ser mais de 300 matrículas. Já no Bairro Rio Negro, são quase mil. Estamos trabalhando e nos empenhando para dar à população essas escrituras”, explica Rosário. Além dos conjuntos habitacionais, prédios públicos também devem receber a regularização fundiária, segundo o prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Podemos). “O Município tem muitos problemas documentais. Trata-se de uma cidade antiga e histórica, que cresceu e precisou resolver muitas coisas, mas não documentou. Então, hoje, nós estamos trabalhando para resolver isso”. [[legacy_image_279501]] Garantia de direitosA Superintendente de Regularização Fundiária da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), Candelária Garcia, ressalta a importância dessa regularização para os moradores e para o município. “As pessoas hoje têm acesso às suas propriedades e conseguem garantir seus direitos sobre elas. As unidades regularizadas também passam a integrar as rotinas da cidade”, conta. A deputada estadual Solange Freitas (União) esteve na entrega dos documentos. Ela lembrou que muitos moradores lutaram pela regularização há anos. “Todos têm o direito de dizer ‘essa moradia é minha’, e nós vamos lutar para que isso aumente mais”. Conjunto São Vicente CEm um ato simbólico, seis munícipes receberam o documento que traz a regularização em uma cerimônia na Câmara Municipal. O primeiro foi o caminhoneiro Elias Souza, de 36 anos. Para ele, a escritura traz segurança. “Eu tinha o sentimento de que o apartamento não era meu. Minha família fez um esforço para pegá-lo, mas tínhamos o sentimento de que não era nosso. Tendo esse documento nas mãos, eu sinto que estou sendo representado e ganhando dignidade”. A aposentada Salete Maria Manzaris, de 71 anos, agora poderá regularizar as pendências do seu apartamento, que ainda não está em seu nome. “Agora, eu posso fazer a escritura e ter posse legal do imóvel”. Kayo Amado descreveu o momento da entrega como “de muita alegria e satisfação”. “Essas pessoas já tinham o direito de moradia, mas elas precisavam ter o direito de ter o documento da sua casa. Isso abre para elas um leque de possibilidades, como de passar a casa para o seu nome, vender, deixar para o seus filhos… Uma coisa é entregar a casa, outra é entregar o documento. É como fechar um ciclo”, finaliza.