[[legacy_image_299822]] O pai de um menino de 5 anos afirma que o filho voltou da escola com hematomas na mão na tarde da última segunda-feira (25), em São Vicente. De acordo com o responsável, a criança retornou da aula na Creche Municipal Eduardo Furkini relatando que um professor de Educação Física teria machucado seu filho ao apertar sua mão. A Prefeitura investiga o caso. A unidade de ensino fica na Rua Doutor Archimedes Bava, no bairro Gleba II, na Área Continental de São Vicente. O pai do aluno, o motorista Jarberson César de Albuquerque Madeira, de 33 anos, conta que o menino retornou para casa e relatou à família que o professor teria apertado a mão dele. Acontece que, segundo o pai, este mesmo professor já tinha sido alvo de outra reclamação da criança. Na semana anterior, Jarberson relembra que o menino chegou em casa com dor de cabeça e comentou que o profissional havia o deixado no sol como forma de punição. Porém, por conta da hiperatividade da criança, eles haviam relevado. “Meu filho chegou com a mão roxa e já relatou que foi o professor que apertou. A gente o levou no hospital, fizemos um raio-x e fomos na escola no dia seguinte, onde funcionários e a diretora confirmaram mesmo que o professor o agrediu com o aperto de mão, o que deixou uma marca e um trauma psicológico”, diz. O motorista, pai da vítima, afirma que acredita que, em momento de impaciência, o professor tomou essa atitude, porém também diz que essa ação é injustificável. “Ele lida com crianças pequenas, que nem sempre vão obedecê-lo e ele tomou essa atitude de punir meu filho desse jeito”. Como uma forma de procurar pela Justiça, Jarberson explica que registrou boletim de ocorrência. Ele irá fazer o exame de corpo de delito e pretende continuar em busca de formas de punir o professor. “Hoje, foi uma mão apertada, amanhã, é um braço quebrado, e aí a gente não sabe onde pode parar”. “Ele é um menino cheio de vida. Na escola que ele saiu, todo mundo gostava dele, todo mundo o conhecia. Ele não queria ir para a escola, não queria sair com a gente hoje e senti ele meio acanhado, diferente do que era. Ele já está com medo e é por isso que quero tomar uma atitude para tirar o professor da escola”, relata. Jarberson comenta que os funcionários da escola lhe demonstraram apoio e deram o suporte necessário. Porém, ainda resta o medo. “Sinto insegurança por ele, porque a gente não tá perto. Segunda-feira, a gente vai ligar na escola para ver se ele vai dar aula. Nos dias que esse professor estiver, ele não vai”. PosicionamentoA Prefeitura de São Vicente informou, em nota, que a Secretaria de Educação (Seduc) recebeu a denúncia e imediatamente abriu um processo administrativo para verificar a conduta do profissional envolvido no caso. Porém, a Administração esclareceu que, em apuração preliminar, não há nenhuma conduta que desabone o professor, tendo em vista que o profissional leciona em outras unidades escolares há nove anos. Sobre a questão do professor manter alunos expostos ao sol como punição, a Prefeitura também reforçou que a aula se dá no pátio coberto onde não há exposição solar, espaço que há circulação de muitos funcionários e alunos e que, até o momento, ninguém informou ter visto tal conduta. Além disso, a Administração garantiu que, pela criança ser a prioridade na gestão, a Seduc continua com as apurações.