[[legacy_image_256862]] Uma moradora de São Vicente tem vivido um drama familiar. Aline Santos Lima, de 36 anos, parou de trabalhar para cuidar do filho, diagnosticado com câncer, e, desde então, conta apenas com a ajuda do marido, que trabalha como motorista de aplicativo. Porém, ele também precisou ser internado. Agora sem renda, ela está se mantendo com a arrecadação de uma rifa. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em entrevista para A Tribuna, Aline diz que trabalhava com confeitaria, mas parou para acompanhar o tratamento do filho Kauã Santos Lima, de 12 anos. Ele foi diagnosticado com Linfoma de Hodgkin - tipo de câncer que afeta o sistema linfático e diminui a imunidade - no fim de 2019 e iniciou o tratamento no ano seguinte. “Foram seis ciclos da quimioterapia e depois 34 sessões da radioterapia”, relembra a mulher sobre o início do tratamento. Segundo ela, o período coincidiu com a pandemia de covid-19 e, por isso, eles tiveram problemas financeiros. “Meu marido trabalhava como motorista de aplicativo e teve que parar porque ele tem doença autoimune. Na época foi feita uma vaquinha”. Em 2021, Kauã continuou em acompanhamento médico com a suspeita de que o primeiro tratamento não tinha funcionado como o esperado. “Depois de uma biopsia pulmonar, a gente detectou realmente que o linfoma não tinha ido embora, é o que eles chamam de recidiva pulmonar. Dessa vez ele voltou atacando mais a região dos pulmões”, conta, dizendo que da primeira vez tinha atingido a região do pescoço. Segundo a mãe, o menino foi encaminhado para um transplante autônomo de medula óssea. “Como a doença é do sistema linfático, a medula é saudável e ele pode ser o próprio doador. Isso já é uma vitória gigantesca. Só que ele ainda não pôde fazer o transplante, pois passou por mais um tratamento que não respondeu o necessário para ser liberado”, explica Aline. Agora, Kauã faz parte de uma pesquisa clínica no Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC), em São Paulo. “Com uma medicação para ver como ele responde e só depois ser autorizado a fazer o transplante de medula óssea. Se fizer agora (o transplante), tem muita chance da doença continuar. Então a gente tem que zerar o máximo para ele conseguir fazer o transplante com uma segurança”. [[legacy_image_256863]] Ao mesmo tempo da rotina de exames e viagem até a capital paulista, Aline viu uma infiltração começar na parede de sua casa. “Infiltração, umidade, essas coisas em geral, são muito prejudiciais para o Kauã porque afeta a área pulmonar e ele já tem muitos nódulos no pulmão”, relata a mulher, que, a partir da situação, recebeu ajuda da proprietária de uma agência de viagens. A mulher doou uma viagem ao Beto Carrero World, em Santa Catarina, para que Aline sortear por meio de uma rifa. “Para ajudar a gente a custear a reforma dessa parede e as despesas diárias, como ir até a São Paulo, porque o tratamento é todo lá”. MaridoEm meio às dificuldades, a família ainda precisou enfrentar um novo obstáculo. “Meu marido está hospitalizado porque estava com febre e teve um derrame pleural, que é o acúmulo de líquido no pulmão. Ele já passou por diversos exames, precisou fazer biópsia também, mas continua sem diagnóstico”, explica. Internado na Santa Casa de Santos, o homem está impossibilitado de trabalhar. “Então, hoje em dia o que está me mantendo com as despesas de casa, como alimento e plano de saúde, está sendo o dinheiro arrecadado da rifa”, afirma Aline. Interessados em ajudar devem entrar em contato no telefone (13) 99149-0569. [[legacy_image_256864]] Força e esperançaSegundo a mulher, os anos de tratamento do filho a ensinaram e fortaleceram. Por isso, Aline enxerga que o momento é difícil, mas não há alternativas a não ser seguir em frente. “Não posso me permitir cair. Com meu marido internado sem previsão de alta, eu tenho que dar conta de casa, do tratamento do Kauã, achar uma maneira de pagar nossas contas e ter nosso sustento até tudo se resolver”. Ela relata que é da fé em Deus que tira forças para continuar de pé. “Tenho muita esperança. [...] Lógico que há momentos de angústia, ansiedade e medo, mas não deixo tomarem conta de mim. Eu entendo, aceito, mas não deixo tomar conta”, finaliza.