[[legacy_image_242831]] Música alta, gritaria, confusão e muita droga. É com essa rotina, durante aos finais de semana, que famílias da Rua Irmã Maria Rita de Souza Brito Lopes, no Conjunto Residencial Humaitá, em São Vicente são obrigadas a conviver. O trecho é sede de um baile de rua ou mandela, como são popularmente conhecidos. (Veja em vídeo mais abaixo) Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Uma moradora do trecho, que por questões de segurança preferiu não se identificar, procura uma saída para seu problema há pelo menos dois anos. “Todo final de semana tem ‘pancadão’. Após a meia-noite, tem dois paredões e é insuportável. Faz um barulho forte, alto e a janela fica estremecendo. Não dá para dormir. Sempre acordamos de madrugada e ficamos até 7 ou 8 horas da manhã esperando acabar”. Ela, ainda, relata que o uso e a venda de drogas é desenfreada. A vítima afirma que tanto adultos, quanto menores de idade fazem uso dos entorpecentes durante a festa. “Tenho uma família. Não posso chegar lá e pedir para abaixar o som. Nós ficamos acordados a noite toda. Passo a madrugada andando para lá e pra cá”. “O barulho chega a estremecer a minha cama. Não sei como ninguém toma providências. A gente chama a Polícia Militar (PM), eles falam que vão vir, mas não aparecem. Faz muito tempo que venho reivindicando, ligando para o 190 e para a Prefeitura. Eles falam que vão tomar providências e nada muda”, conta. Conforme denunciado pela vítima, quando entra em contato com a Prefeitura a resposta é sempre a mesma: "falam que o pedido está em análise e a fiscalização está vendo meu relato. Contudo, nada foi feito". “Vem muita gente. É sempre super lotado. Fazem xixi na minha calçada, deixam carro e moto na frente de casa, barulho de moto. Já cheguei a ir na base da Polícia Militar, mas eles falam que é responsabilidade da Prefeitura”, diz. Segundo a moradora, o barulho é de atormentar e a sensação que tem é de estar de mãos atadas, refém de uma situação de mal-estar em sua própria casa. “Não tenho o que fazer. Tenho medo, pois aqui rola droga e eles fazem vendas na hora do baile. Não posso chegar lá e brigar por todo mundo”. “O bairro está abandonado pela Prefeitura, quando tem inauguração o prefeito vem tirar foto, mas depois não dá assistência algumas. Eles não precisavam chegar e bater em todo mundo, mas precisam fazer algo. Tem que ter horário para fazer barulho. Deveria ter controle”, conclui. No vídeo abaixo, há um áudio que foi enviado pela denunciante gravado dentro de sua casa. Segundo ela, o som dentro de sua casa fica nessa altura de madrugada até a manhã. A Prefeitura de São Vicente informou, em nota, que constantemente a força-tarefa vem desenvolvendo ações no local e em outras localidades para combater a perturbação de sossego. Ainda, a Administração Municipal reforçou que a cada semana a segurança pública realiza fiscalizações nessas localidades. Em resposta às acusações, a Polícia Militar afirmou, em nota, que regularmente são desencadeadas operações pelo bairro Humaitá para combater diversas práticas ilegais, como o tráfico de drogas e perturbação de sossego. Ainda, explicou que são desencadeadas operações de força-tarefa em conjunto com os órgãos municipais, e a rua mencionada pela reclamante será incluída no escopo das operações.