As obras na Ponte A Tribuna, que possibilitarão a implementação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da área insular com a Área Continental de São Vicente, seguem em andamento. Segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), responsável somente pela reforma na ponte, atualmente, 79% do total das obras na estrutura estão concluídas, sendo que, especificamente na ponte rodoviária, o avanço físico chegou a 45%. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Agência Reguladora de Transporte de São Paulo (Artesp) é responsável pelo VLT e sua implementação na ponte e na Área Continental. A previsão é que as obras na ponte sejam concluídas até o final do segundo semestre deste ano. Ao término das intervenções, a estrutura estará preparada para receber o futuro Trecho 3 do VLT, de responsabilidade da Artesp. De acordo com a CPTM, atualmente, as equipes trabalham na estrutura da Ponte A Tribuna, com serviços de macaqueamento (alteamento dos tabuleiros), reforço estrutural, contenções, concretagens e construção da superestrutura de ampliação. O projeto prevê a expansão do complexo com a criação de duas novas pistas exclusivas: uma ciclovia e uma passarela para pedestres. As próximas etapas incluem a execução da pavimentação, sinalização definitiva, instalação de novo sistema de iluminação e o embutimento das redes elétricas em dutos subterrâneos sob o novo passeio. As intervenções na estrutura civil da ponte ferroviária foram concluídas e entregues pela CPTM em abril deste ano, o que possibilitou a transferência do tráfego de veículos, ciclistas e pedestres para essa via durante a reforma da ponte rodoviária. Na ponte ferroviária, resta apenas a execução posterior dos pavimentos específicos necessários à operação do VLT, do qual a responsável é a Artesp. Procurada por A Tribuna, a Artesp informou que estudos do projeto da terceira fase do VLT, no trecho de Barreiros-Samaritá, estão em avaliação pela Artesp e pela concessionária. Etapas O subsecretário de Infraestrutura de São Vicente, Paulo Fiamenghi, afirma que cerca de 150 mil moradores da Área Continental serão diretamente beneficiados com o VLT, com vantagens também para quem é da região insular e vai para o outro lado da Cidade. A expansão também deverá mudar a operação do transporte coletivo. Segundo Fiamenghi, ônibus que hoje percorrem longas distâncias poderão funcionar como alimentadores das estações do VLT, reduzindo trajetos e impactos ambientais e permitindo otimizar a frota. “Ele é um modal seguro, você tem maior precisão de horários”, afirmou. Por ser elétrico, o sistema também é menos poluente. O Estado investe na ponte R\$ 232,6 milhões. A terceira fase do VLT tem custo total previsto de R\$ 500 milhões.