[[legacy_image_188510]] O lançamento de “Um Inimigo Chamado Poder”, livro da jornalista Solange Freitas, levou centenas de pessoas ontem à noite ao Ilha Porchat Clube, em São Vicente. Na obra, a primeira da santista e pré-candidata a deputada estadual pelo União, ela narra os fatos que marcaram a sua campanha à Prefeitura de São Vicente, em 2020, relembra a sua trajetória de 30 anos no jornalismo, 15 deles como repórter da TV Tribuna, e faz uma revelação pessoal que ainda não havia tornado pública. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Queria que as pessoas soubessem o que foi o processo eleitoral de 2020 em São Vicente, o que foi uma mulher participar desse processo e enfrentar tantas fake news, o atentado e a tentativa de me incriminar, um jogo muito sujo. Eu sofri muita violência física e psicológica e queria que as pessoas conhecessem os detalhes. Eles queriam que eu desistisse do processo eleitoral e eu não desisti”, diz Solange Freitas. Ela nunca havia pensado em escrever um livro, mas tomou a iniciativa após ser estimulada por uma amiga. “É uma leitura gostosa e rápida. Eu conto os bastidores de grandes reportagens que eu fiz na TV Tribuna até a transição do jornalismo para a política e o que aconteceu depois”, conta. “Quando eles deram os cinco tiros no nosso carro, foi muito pesado. Na hora você não lembra que está em carro blindado e pensa que vai morrer. Mas pra mim foi ainda pior quando tentaram me incriminar, sujar meu nome e essa carreira bonita que eu fiz no jornalismo, muito correta”. Além do jogo eleitoral bruto, Solange disse enfrentou um machismo ainda mais intenso no ambiente político. E se vê como referência para incentivar outras mulheres a mudar esse panorama. “O carinho da população é que me fez continuar no processo eleitoral em 2020 e me fez continuar na política. Tenho conversado com muitas mulheres, para que elas venham pro processo discutir políticas públicas, mesmo que não queiram participar do processo eleitoral”. Revelação e bandeiraNo livro, Solange Freitas faz uma revelação que poucas pessoas têm conhecimento. Dois meses após passar pelo traumático episódio da campanha, em novembro de 2020, ela descobriu que estava com câncer de mama após fazer um ultrassom. O médico, felizmente, a tranquilizou. “Ele disse que era como se eu tivesse ganhado na megasena, porque o meu câncer estava em estágio inicial e tinha menos de um centímetro. Em fevereiro de 2021, eu fiz a cirurgia e pelo tipo de tumor, foram três semanas de radioterapia. Hoje me sinto curada, fiz os exames, não tem mais vestígio e não afetou outra parte do corpo”, comemora. A jornalista interpreta as superações como um sinal e assume que uma de suas bandeiras de luta será possibilitar que mais mulheres possam se prevenir ou descobrir o câncer na fase inicial, quando o tratamento é mais fácil e eficaz. “Acho que a vida e a morte me testaram duas vezes, em novembro (2020) com o atentado e em janeiro (2021) com o câncer. Mas graças a Deus eu consegui sobreviver e quero que isso sirva de exemplo a outras mulheres. Essa vai ser uma causa, porque o meu câncer não foi descoberto pela mamografia, mas com um ultrassom de mamas. As mulheres precisam fazer os dois exames, para que elas para que elas tenham a mesma sorte que eu, de detectar o câncer no estágio inicial”.