[[legacy_image_203669]] Alunos de uma escola de ensino infantil de São Vicente estão dependendo de doações para terem refeições na unidade e, assim, poderem ficar no local durante todo o período integral previsto. A escola na Vila Margarida chegou a informar aos pais que as crianças do maternal seriam dispensadas mais cedo a partir desta quarta-feira (31), pois o complexo não tinha condições de servir almoço por falta de gás de cozinha. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Estamos com problemas no abastecimento do gás e não temos como servir o almoço”, dizia o comunicado representando a unidade II da escola municipal Província de Okinawa. No entanto, a Administração voltou atrás e garantiu horário normal até sexta-feira (2), creditando o fato à doação de uma mãe, que deu um botijão de gás. Revoltada com a situação, a mãe de uma aluna de quatro anos – que prefere não se identificar – procurou A Tribuna para relatar o caso. “Achei um absurdo dispensarem os alunos mais cedo por falta de gás, mas minha revolta maior foi ver que uma mãe teve que doar um botijão para ajudar no problema”, desabafa a mulher. Ela ainda enfatiza que é obrigação da Prefeitura suprir com todas as necessidades das escolas municipais. De acordo com ela, o horário de entrada é 8 horas e os responsáveis foram avisados que as crianças teriam que sair 11h45, quase cinco horas antes do comum. O recado foi enviado pela professora da turma em um grupo no WhatsApp com pais e responsáveis. “Não se sabe ainda como vai ficar a situação semana que vem”, afirma a mulher. Ela segue indignada, pois diz que a doação do gás é uma “solução temporária”. Procurada por A Tribuna, a Prefeitura de São Vicente informou que o processo licitatório para aquisição de botijões de gás “foi concluído recentemente e o fornecimento às escolas será normalizado até sexta-feira”.