Linha Amarela é uma das principais artérias de trânsito do município e a primeira ligação entre as áreas continental e insular de São Vicente (Vanessa Rodrigues/ AT) A principal ligação entre as áreas insular e continental de São Vicente, no litoral de São Paulo, passará por uma ampla reurbanização. A Prefeitura abriu licitação para contratar empresa responsável pelas obras da Linha Amarela, projeto estimado em R\$ 21 mlhões que prevê melhorias na mobilidade urbana, acessibilidade e paisagismo ao longo de um dos mais importantes corredores viários do município da Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os recursos são provenientes do programa Desenvolve SP, vinculado ao Governo do Estado. As intervenções integram o programa municipal São Vicente no Eixo, iniciativa voltada à modernização e reorganização dos principais eixos de circulação da Cidade. De acordo com a Prefeitura, as obras deverão começar em até 30 dias após a conclusão do processo licitatório e emissão da ordem de serviço. O projeto foi dividido em três etapas. Por trechos A primeira prevê a recuperação do trecho entre a Avenida Padre Manuel da Nóbrega, no Itararé, e a Avenida Antônio Emmerich, no Centro, com investimento estimado em R\$ 8,6 milhões. A segunda fase contempla o trecho entre a Avenida Antônio Emmerich e a Ponte dos Barreiros, com aporte de aproximadamente R\$ 8,1 milhões. Já a terceira etapa será destinada à remodelação dos acessos viários da Linha Amarela, incluindo melhorias na Avenida Martins Fontes e nas conexões com a Rodovia dos Imigrantes. O investimento previsto é de R\$ 4,3 mlhões. As etapas 1 e 2 deverão ser concluídas em até 12 meses após o início dos trabalhos. A terceira fase tem prazo estimado de nove meses. No projeto, há a previsão de implantar 80 vagas de estacionamento (Reprodução) O que será feito Entre as melhorias previstas estão a reconstrução e padronização das calçadas nos dois lados da via, implantação de travessias elevadas, rebaixamento de guias e adequação das rotas acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida (veja acima). Também serão criadas cerca de 80 vagas de estacionamento ao longo do corredor. Além disso, aproximadamente 45 vagas atualmente utilizadas de forma informal em áreas de canteiro central serão regularizadas, especialmente no trecho entre as ruas Gonçalo Monteiro e Messia Assú. Segundo a Prefeitura, a reorganização dos espaços busca equilibrar a demanda por estacionamento com a necessidade de ampliar a segurança dos pedestres e melhorar a circulação na região. O projeto inclui ainda ações de valorização paisagística. Serão plantadas aproximadamente 319 mudas de árvores como parte das medidas de compensação ambiental relacionadas à obra. Desse total, cerca de 20 mudas de ipê-amarelo serão instaladas na própria Linha Amarela. Novos canteiros paisagísticos também serão implantados ao longo da via, com o objetivo de melhorar o conforto ambiental e a qualidade visual do corredor. Há itens paisagísticos, com plantação de 319 mudas de árvores (Reprodução) Considerada a principal intervenção do Programa São Vicente no Eixo, a reurbanização da Linha Amarela é estratégica por conectar diferentes regiões da Cidade e servir de ligação com municípios vizinhos, como Santos e Praia Grande. A expectativa da Administração Municipal é que as melhorias ampliem a acessibilidade, fortaleçam a mobilidade urbana, estimulem o comércio local e impulsionem o desenvolvimento da áreas que receberão novos equipamentos públicos nos próximos anos, entre eles o futuro Complexo Materno Infantil e o campus do Instituto Federal. No trânsito Por se tratar de uma das principais conexões de São Vicente, a execução das obras exigirá alterações no tráfego. A Prefeitura informou que serão implantados desvios temporários, com sinalização específica e acompanhamento de agentes de trânsito, principalmente nos horários de maior movimento. Os bloqueios e mudanças de rota também deverão ser informados por meio do aplicativo Waze para orientar motoristas durante o período.