[[legacy_image_20301]] Para tentar reduzir a burocracia pública e garantir prazos menores com relação às obras emergenciais na Ponte dos Barreiros, o secretário de Projetos Especiais de São Vicente, Adão Ribeiro, teve reunião, na tarde desta quarta-feira (5), no Ministério de Desenvolvimento Regional, em Brasília. Segundo ele, houve avanços com três gerências nacionais da Caixa Econômica Federal (CEF) a respeito das negociações para os próximos passos após a apresentação do projeto ao banco. “O projeto terá quatro etapas: o projeto e a obra emergencial das estacas e o projeto e a obra das estacas complementares. Queremos encurtar alguns prazos para que as obras comecem ainda ontem”, disse Ribeiro, em uma força de expressão. Entrega Sexta-feira (7) de manhã, o prefeito Pedro Gouvêa (MDB) entregará formalmente à CEF o projeto executivo relativo à reforma emergencial da ponte. Nele, estarão orçamento, cronograma e memorial descritivo, que detalha todos os serviços necessários. O próximo passo é o edital de licitação, que demora entre 20 e 40 dias. “A prefeitura e a Caixa estão priorizando essa questão da Ponte dos Barreiros. Em outros lugares, isso demora o ano inteiro. Estamos tentando acertar alguns detalhes para que essas obras comecem nas próximas semanas”, explicou Ribeiro. Para o secretário de Obras de São Vicente, Elizeu Cação, a expectativa é de que, após a entrega oficial do documento, a CEF analise todos os detalhes e, caso esteja de acordo, libere a licitação para contratar uma empresa que ficará responsável pela obra. “Depois da aprovação da Caixa, é feita a cotação dos preços, e a empresa com o menor valor será contratada. As obras terão início entre 15 e 20 dias após a autorização da Caixa”. Possivelmente, o processo licitatório será no regime de contratação emergencial, ou seja, com um prazo mais curto. Com isso, a licitação deverá levar bem menos do que 90 dias para ser elaborada. “Após o fim da obra emergencial, a ponte deve ser reaberta com meia pista, no sistema siga e pare. A pista a ser liberada será a do lado ferroviário”, afirmou, em referência à ponte para trens, desativada desde 2003. A obra O estudo, feito pela PHD Engenharia Ltda., indicou que 52 pilastras, três quadrantes e uma viga longarina têm de passar por intervenção na primeira fase de obras. Depois, se contratará a empresa que fará o serviço, o que deve ocorrer nos próximos dias. Sem data, a segunda fase prevê a reforma da estrutura. Interdição A Ponte dos Barreiros está interditada desde o dia 30 de novembro por determinação da Justiça, após o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) fazer uma vistoria e especialistas apontarem risco de um colapso estrutural. Cerca de 150 mil moradores da Área Continental da cidade estão sofrendo com os transtornos causados desde então.