[[legacy_image_239598]] A secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Vicente, Juliana Arnaut de Santana, mandou desmontar a estrutura preparada na Praia do Itararé para a realização do Festival Verão Top. O motivo é que nenhuma das apresentações musicais previstas pela organização ocorreu até a última sexta-feira. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Por isso, no dia seguinte, a Prefeitura publicou edição extraordinária do Boletim Oficial do Município para oficializar a decisão de “retirada sumária dos equipamentos instalados, sem indenização por possíveis danos” durante a remoção. A empresa que havia obtido um termo de outorga e permissão de uso, a rádio Top FM Ltda., terá de pagar ao Município não só pelo direito de fazer o festival (R\$ 789.176,00), mas também, multa equivalente a 10% dessa autorização (R\$ 78.917,60). A ideia era promover 70 dias de eventos, com presença de cantores como Alok, Projota, Pitty, Zeca Baleiro e duplas e grupos como Maiara e Maraísa, Jota Quest e Os Barões da Pisadinha. Em nota, a Administração afirma que não usou dinheiro público no festival não realizado. “Para o evento em questão, foi feita uma manifestação de interesse privado, ou seja, uma apresentação espontânea por parte da empresa. (...) Não há prazo para apelação, em virtude de notificação anterior ter sido encaminhada sem que houvesse atendimento por parte da empresa.” Em rede social, a empresa J.A. Comunicação, responsável pela organização do evento, negou “culpa ou irresponsabilidade”. Alegou que havia obtido patrocinadores, mas o Município não teria permitido o começo dos shows em 31 de dezembro, e se perdeu esse apoio. Na época, porém, argumentou-se que a chuva causou atraso na montagem da estrutura. A empresa promete devolver o dinheiro dos ingressos. A rádio Top integra um conglomerado de emissoras da Rede Mundial de Comunicações, que pertencia a José Masci de Abreu, presidente de honra do Podemos. Ele é pai da deputada federal Renata Abreu, presidente nacional do partido. O prefeito Kayo Amado é filiado ao Pode. “Não houve qualquer envolvimento político durante o processo de autorização do uso da área”, diz a Prefeitura, indagada pela coluna.