[[legacy_image_129543]] Um ano depois de ter desativado o imóvel, a Prefeitura decidiu não mais utilizar o prédio onde funcionou o Centro de Combate do Coronavírus de São Vicente. Com aluguel mensal de R\$ 25.125,00, o edifício, no Centro da cidade, virou alvo de vândalos e de reclamações de moradores desde que parou de atender, o que levou o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) a instaurar inquérito para apurar a situação do edifício. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Administração chegou a divulgar, em 8 de setembro, que liberaria o processo licitatório para a reforma e adequação do espaço, com perspectiva de licitação, "nos próximos dias" a contar daquela data. No entanto, A Tribuna apurou nesta terça-feira (30) que o edifício será devolvido ao dono e que a rescisão do contrato está em negociação. Segundo o Portal da Transparência do Município, já foram gastos R\$ 301,5 mil em aluguel desde a desativação do edifício. O MP-SP informou haver um inquérito civil instaurado para apurar a situação do contrato do aluguel do prédio, com investigações em andamento. O órgão não deu detalhes, e a Prefeitura não comentou a apuração. [[legacy_image_129544]] Sem planosA Secretaria de Saúde (Sesau) informou, em nota, que o imóvel "não faz mais parte dos planos da Administração Municipal". Segundo a pasta, o processo de negociação foi amplo. "Diversas propostas de readequação foram apresentadas pelo Município. No entanto, não foi possível chegar a um acordo junto ao proprietário do imóvel, e a rescisão do contrato está ocorrendo de forma amigável", diz a Sesau. A Secretaria afirma que segue empenhada na reestruturação e busca melhorias para toda a rede saúde do Município. Prometeu, mais uma vez, divulgar novidades "em breve". Segundo moradores do Centro, o edifício permanece deteriorado. Durante a noite, vândalos entram no prédio e fazem barulho, o que impede que munícipes durmam. Em agosto, o vidro da fachada havia sido estilhaçado e, dentro do prédio, há sujeira, com tábuas espalhadas no chão. No começo do ano, a fiação e partes das janelas de alumínio foram levadas. Nesta terça, a Prefeitura disse que todos os furtos foram comunicados à Polícia Civil, e parte do que se levou foi devolvida, segundo a Administração. "A Guarda Civil Municipal (GCM) permanece com rondas periódicas na região, e os munícipes podem fazer denúncias pelo 153", conclui a nota. [[legacy_image_129545]] HistóricoInaugurado em 28 de março do ano passado, o Centro de Combate ao Coronavírus atendia pessoas com sintomas da covid-19. O espaço funcionou até 30 de novembro daquele ano, na esquina das ruas João Ramalho e Campos Salles. Com quatro consultórios médicos, leitos de isolamento, salas de medicação, raios X e recepção, o local dispunha do primeiro ambulatório específico para o atendimento de pacientes com indícios da doença na Baixada Santista.