<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-end="431" data-start="18" dir="auto">A Cetesb concedeu licença ambiental prévia para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) São Vicente, da PGV Terraplenagem e Gerenciamento de Resíduos, às margens da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, em <a href="https://www.atribuna.com.br/cidades/sao-vicente">São Vicente</a>. O aval ambiental ocorre após anos de questionamentos judiciais e ambientais envolvendo o projeto, mas ainda não significa que a central esteja autorizada a ser instalada ou a iniciar as atividades.</p> <p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-end="431" data-start="18" dir="auto"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n">Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp!</a></p> <p data-end="708" data-start="433" dir="auto">A própria Cetesb informou que a licença prévia atesta exclusivamente a viabilidade ambiental do empreendimento e não autoriza a realização de obras nem o início das atividades. Para que a central avance, ainda serão necessárias as etapas seguintes do licenciamento ambiental.</p> <p data-end="1057" data-start="710" dir="auto">A Prefeitura de São Vicente informou que o licenciamento ambiental é de competência exclusiva da Cetesb, por se tratar de uma atividade classificada como de alto impacto ambiental. O Município afirmou ainda que não foi notificado nem consultado pelo órgão estadual sobre a concessão de autorizações ou licenças para a instalação do empreendimento.</p> <p data-end="1082" data-start="1059" dir="auto"><strong data-end="1082" data-start="1059">Como será a central</strong></p> <p data-end="1596" data-start="1084" dir="auto">Em entrevista para <strong data-end="1116" data-start="1103">A Tribuna</strong>, o diretor da PGV, Paulo Vieira, explicou que a estrutura terá unidades para recebimento e tratamento de resíduos da construção civil e resíduos sólidos urbanos. A empresa já possui uma unidade de resíduos da construção civil, onde é feita a triagem e o beneficiamento do material. O novo projeto prevê um aterro para a destinação final desses resíduos. Segundo o diretor, o material será utilizado para preencher uma cava existente na área, aberta em razão da extração de areia.</p> <p data-end="1821" data-start="1598" dir="auto">Também está prevista uma unidade de triagem mecanizada para resíduos sólidos urbanos. Conforme Paulo, materiais como papelão, plástico, caixas de leite, metal e vidro serão separados para reaproveitamento e comercialização.</p> <p data-end="2022" data-start="1823" dir="auto">Os resíduos orgânicos separados serão encaminhados para compostagem, com produção de adubo. A proposta é que somente os rejeitos sem possibilidade de tratamento sejam destinados a aterros sanitários.</p> <p data-end="2333" data-start="2024" dir="auto">Segundo Paulo, a empresa pretende inicialmente atender grandes geradores, como supermercados, shoppings, restaurantes e condomínios. Ele afirmou que a definição dos municípios que poderão enviar resíduos para a central dependerá da demanda e do mercado quando o empreendimento estiver instalado e funcionando.</p> <p data-end="2367" data-start="2335" dir="auto"><strong data-end="2367" data-start="2335">Ainda faltam outras licenças</strong></p> <p data-end="2681" data-start="2369" dir="auto">A emissão da licença prévia não encerra o processo de licenciamento nem permite que a central comece a funcionar. Segundo Paulo, a empresa ainda precisa cumprir condicionantes e apresentar estudos complementares para avançar para a licença de instalação. Depois dela, ainda será necessária a licença de operação.</p> <p data-end="2828" data-start="2683" dir="auto">O diretor estima que as próximas etapas possam levar entre oito meses e um ano, caso não sejam feitas novas exigências pelos órgãos responsáveis.</p>