São Vicente alcançou a melhor nota de sua história no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador da qualidade da Educação Básica no País. Registrou média 5,9 nos anos iniciais do Ensino Fundamental (do 1º ao 5º ano) e 4,8 nos anos finais (do 6º ao 9º ano) — ainda abaixo das metas fixadas pelo Ministério da Educação (veja destaque mais abaixo). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O resultado, porém, ganha relevância devido ao contexto histórico. Na avaliação de 2021, a Cidade era última colocada, na região, nos anos iniciais e nos finais na Baixada Santista. No Ideb atual, de 2025, ficou na sexta posição nos iniciais e na sétima nos finais. Segundo a secretária municipal de Educação, Michelle Paraguai, a melhora no desempenho é fruto de ações iniciadas em 2024, após a divulgação do Ideb anterior, de 2023. Entre as medidas, estão formação de professores, mentorias para equipes gestoras, busca ativa de estudantes, reuniões com famílias, simulados e aulões de Língua Portuguesa e Matemática. “A mobilização das famílias e a formação dos professores impactaram bastante, além dos fatores que não são pedagógicos. A gente leva uma alimentação de qualidade, investimento na infraestrutura, uniforme e material para romper as desigualdades e o aluno se sentir pertencente (à escola)”, diz. Vinte e três escolas municipais aumentaram o resultado no Ideb, e outras mantiveram o desempenho. Entre os destaques, está a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professor Constante Luciano, com 7,3. São Vicente também alcançou 97% de participação no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) maior índice de adesão na rede municipal. A secretária afirma que, “quando o aluno está envolvido no processo, ele quer frequentar mais a escola”. Apesar do avanço, Matemática e frequência dos estudantes são apontadas como desafios para os próximos anos. A secretária afirma já trabalhar com os alunos que atualmente estão no 4º ano e que serão avaliados no próximo ciclo. A meta é superar os 6 pontos nos anos iniciais e se aproximar da meta estadual, de 6,5. A pasta também pretende intensificar ações de combate à evasão e programas voltados à Matemática. Michelle aponta ainda que a evolução do indicador também pode ter impacto no recebimento do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), dinheiro destinado à educação e condicionado ao cumprimento de critérios relacionados à aprendizagem e à redução das desigualdades educacionais. Na Baixada Nesta edição do Ideb, o Ministério da Educação fixou como meta nacional 6 pontos para os anos iniciais e 5,5 para os finais. Na Baixada Santista, Bertioga teve a maior nota nos anos iniciais, com 6,6. Na sequência, Itanhaém, com 6,3; Santos e Praia Grande, com 6,1; Peruíbe, com 6; São Vicente e Cubatão, com 5,9, e Guarujá e Mongaguá, com 5,7. Nos anos finais, Santos liderou, com 5,2, seguido por Itanhaém e Praia Grande, com 5,1 pontos; Guarujá e Cubatão, com 4,9; São Vicente e Mongaguá, com 4,8, e Peruíbe, com 4,7. Bertioga não tem resultado para os anos finais, conforme pesquisa no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).