[[legacy_image_17994]] Além de problemas de infraestrutura e questões sociais, Kayo Amado terá de enfrentar a pressão de partidos políticos que o apoiaram no segundo turno, principalmente no início do mandato. A opinião é de cientistas políticos ouvidos pela Reportagem. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! “Isso faz parte do jogo, desde que ele não perca o controle da situação. Com uma boa administração e racionalidade, essa questão pode ser positiva”, afirma o cientista político Alcindo Gonçalves, coordenador do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT). Para ele, Amado representa a possibilidade de mudança para os vicentinos. “A Solange (Freitas) contou com o efeito do atentado em seu crescimento. Mas isso perdeu impacto, e ele foi mais competente no segundo turno”, diz. Gonçalves ainda destaca o bom resultado obtido pela candidata tucana. “Ela nunca havia disputado e teve um bom desempenho em uma campanha dura.” O cientista político Rafael Moreira aponta três motivos que ajudaram na eleição de Amado: além de ser um candidato conhecido da população, pois disputava o cargo pela segunda vez, o novo prefeito representava a mudança. “O partido (Podemos) foi recentemente maquiado para evitar o desgaste da velha política. E isso casa com a narrativa dele, de ser um candidato jovem.” Entretanto, considera Moreira, as alianças darão trabalho para o prefeito no início do mandato. “Ele fez uma aliança bastante heterogênea. Isso ajuda o candidato a se eleger, mas representa um passivo para o governo. Quando a pessoa recebe o apoio de muitos, isso é feito por concordância ou divisão de cargos. Dos dois modos, é problemático”, comenta Moreira.