[[legacy_image_271750]] Felipe Roma, o Rominha (PP), e Alfredo Moura (Pros) são os novos vereadores eleitos em São Vicente. Eles conquistaram mandato depois da recontagem dos votos da eleição de 2020, feita nesta quinta-feira (1) na sede da 177ª Zona Eleitoral, no Centro. Foi determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que anulou os votos recebidos pelo antigo Partido Social Liberal (PSL) para a Câmara naquele ano. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “O que fizemos hoje foi dar efetividade a uma decisão do TSE que cassou os votos do PSL e o mandato de dois vereadores. Em função da retirada deles, outros dois teriam que ser proclamados. Agora, só há a necessidade de checar a prestação de contas dos dois que foram declarados eleitos, para, assim, tomarem posse na Câmara”, explicou o juiz eleitoral Mário Roberto Negreiros Veloso. O processo, digitalizado, durou cerca de 20 minutos. A chefe do Cartório Eleitoral, Cibele Nascimento, afirma que o ofício para se dar posse aos novos eleitos já foi enviado à Câmara. “Nós já tivemos outras recontagens em eleições anteriores, mas essa foi a primeira em que houve alteração na composição da Câmara.” Em nota, a Câmara disse já ter sido comunicada formalmente pela Justiça Eleitoral e que uma cerimônia de posse simples ocorrerá nesta sexta-feira (2), no Gabinete da Presidência da Casa. CassaçãoA decisão do TSE foi em um pedido de recurso especial, dentro de uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) impetrada por PMN, PCdoB, PDT, PP, Pros e PTC. Entre as razões apontadas no processo, estava o fato de que uma das concorrentes do PSL fez campanha para outra candidatura à Câmara vicentina — a de um homem do partido. O TSE decidiu pela anulação dos votos do partido, que somou 13.333 votos, por concluir que houve fraude à cota de gênero no registro de candidaturas femininas do partido, em 2020. Como consequência, foi cassado o diploma dos candidatos eleitos do PSL. Na prática, perderam o mandato os vereadores Carlos Eduardo de Jesus Oliveira, o Dr. Eduardo Oliveira, e Wagner Santos Pinheiro, o Wagner Cabeça. Hoje, eles são filiados ao União Brasil, nascido da fusão do PSL com o Democratas (DEM), ocorrida em fevereiro do ano passado. Com a recontagem de votos, o Partido Progressista (PP) ganhou uma cadeira na Câmara vicentina — foi de uma para duas —, e o Partido Republicano da Ordem Social (Pros) passou a ter um lugar. Veja como fica a nova composição:Podemos: 2 PSB: 2 PL: 2 União Brasil: 2 PSDB: 2 PP: 2 Republicanos: 1 MDB: 1 Pros: 1 Novo mandatoOs novos vereadores terão apenas um ano e meio de mandato. Em entrevista para A Tribuna, eles contaram o que pretendem mostrar neste período. Alfredo Moura, que obteve 1.819 votos em 2020, já havia sido eleito vereador em 2008 (pelo PSDB), 2012 (pelo PSB) e 2016 (pelo Pros, ao qual permanece filiado). Agora, quer dar destaque aos idosos e ao meio ambiente. “Nesse ano e meio, não vou me reinventar, mas recuperar muitas coisas que nós deixamos transacionadas, principalmente, na área ambiental. Além disso, sou ligado ao Sindicato Nacional dos Aposentados. Hoje, São Vicente tem mais de 80 mil aposentados e pensionistas. Por isso, vou trabalhar para essa parcela de trabalhadores, que são os responsáveis pela construção do país”, afirma. Felipe Roma, o Rominha, com 2.157 votos, também já foi vereador, em 2016 (pelo PSDB). Agora, diz que buscará recursos à Cidade, como no primeiro mandato. “Estou animado como se fosse meu primeiro mandato. Agora, é continuar trabalhando, poder exercer, de fato, meu papel como vereador, poder fiscalizar, trazer recursos para Cidade, desenvolver o trabalho que eu já vinha desenvolvendo. Meu partido, o Progressistas, trouxe para São Vicente mais de R\$ 8 milhões em emendas para saúde e infraestrutura. Vou dar sequência a isso, o foco é esse”, afirma.