Terminal está sendo construído na Praça Bernardino de Campos, no Centro da Cidade; local também contará com nova base da Guarda Civil (Vanessa Rodrigues/AT) Neste mês de outubro, as obras da nova Rodoviária de São Vicente, que está sendo construída na Praça Bernardino de Campos, no Centro, completam um ano. Previstos para serem encerrados ainda este ano, os trabalhos atrasaram após serem interrompidos por entraves judiciais e agora serão concluídos somente em 2025. A Prefeitura não informou em qual mês. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O assunto também gera discussão entre os moradores, que denunciam os vários transtornos que a construção tem causado. O valor da nova Rodoviária, que também abrigará uma nova base da Guarda Civil Municipal (GCM), é de R\$ 6 milhões. Mesmo com os atrasos e entraves, o investimento permanece o mesmo. O projeto promete ainda lanchonetes, lojas, sanitários e paradas de ônibus cobertas. Segundo a Prefeitura de São Vicente, o cronograma do projeto foi ajustado para proteger o interesse público, após paralisação das obras por cinco meses, em virtude de uma ação judicial que buscava sua revogação. Após a análise do Ministério Público (MP) e da Justiça, de acordo com a Administração Municipal, não foi encontrado nenhum indício de dano ao patrimônio público, histórico, cultural, à moralidade administrativa ou ao meio ambiente. Por isso, a liminar foi indeferida e não há impedimentos jurídicos para a continuidade da construção da nova rodoviária. De acordo com o prefeito Kayo Amado (Pode), o atraso aconteceu após um grupo entrar na Justiça para impedir a construção do equipamento, alegando que havia uma série de pareceres e laudos que indicavam que o local tinha partes tombadas. “A Justiça teve que apurar, analisar... Isso fez com que a gente perdesse quatro, cinco meses dentro desse cronograma. Atrasou uma demanda da cidade que era importante”. Moradores opinam sobre a obra A Tribuna esteve na área em que a nova Rodoviária vai funcionar e constatou que há moradores contra e a favor da obra. No momento em que a Reportagem esteve no local, não havia operários trabalhando. Apesar disso, a Prefeitura de São Vicente reiterou que as “obras seguem normalmente”. O aposentado Francisco José Rameno, de 58 anos, que mora em um prédio no entorno da Praça Bernardino de Campos há quase 20 anos, disse que era a favor da construção da nova Rodoviária porque, segundo ele, os imóveis seriam valorizados. Porém, o aposentado mudou de ideia. “A obra está parada. Não tem funcionário trabalhando aqui”. A professora aposentada Maria Aparecida Grillo, de 87 anos, que mora há mais de 50 em uma casa que fica em frente à praça, disse que os trabalhos estão devagar. “Hoje (quarta-feira), os trabalhadores não vieram talvez por causa da chuva, mas faz uma semana que as obras estão paradas”. O gerente de uma academia que fica no entorno da praça, Jeorge Karwasaki, de 41 anos, disse que a obra está acontecendo, porém, alguns pontos ainda têm atrapalhado. “Tem o lado bom e o ruim. O lado ruim é o barulho. Ficou um caos para estacionar”. Apesar dos problemas, ele acredita que a segurança no local vai melhorar com a vinda da base da GCM.