[[legacy_image_90277]] Há mais de 20 anos, a gerente de negócios Solange Cavalcante, de 52 anos, dedica sua vida ao voluntariado. Sempre envolvida em projetos, a moradora de Santos criou a própria ONG há cerca de quatro anos. Porém, na pandemia, ela recebeu muitos pedidos de ajuda e, desde então, aumentou consideravelmente a quantidade de doações, mudando a realidade de comunidades carentes de São Vicente. “A gente tenta aliviar a dor desse pessoal que está sofrendo”, destaca. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Conhecida como ‘Sol’, a profissional leva luz para a vida de comunidades em forma de cestas básicas, fraldas, kit higiene, roupas e brinquedos. Desta forma, a ONG ‘Obra do Bem’ realiza uma ação de entrega de itens mensalmente. Porém, outras doações são diárias. Além disso, a instituição também realiza enxovais para as famílias em situação de vulnerabilidade moradoras das comunidades como México 70, Jóquei Clube e outras. Em conversa com A Tribuna, Solange conta que antes da pandemia de covid-19, realizava ações esporadicamente, sem evento mensal. Porém, passou a receber muitas solicitações e, por isso, intensificou o trabalho social. Desta forma, ela chega a fazer doações de duas toneladas de alimentos por mês. “Sempre ajudei as pessoas. Isso é de mim desde menina”, ressalta a gerente de negócios, explicando que começou a participar efetivamente de ações sociais como voluntária em uma outra ONG. Foi dessa maneira que ela passou a ser conhecida pelas pessoas que recebiam ajuda. “Pessoal precisava de um enxoval, me ligava. ‘Sol, me ajuda’ e aí eu ia atrás de parceiro e sempre conseguia”, explica a presidente da ONG Obra do Bem. Segundo ela, as pessoas a procuravam quando não tinham o que comer ou sofriam algum tipo de acidente doméstico, como incêndio. Atualmente, a ONG é composta por cerca de oito pessoas e atende aproximadamente 150 famílias. “Mas todo mês aumenta um pouco mais, todo mês alguém pede um pouco mais. O desespero é sempre grande”, enfatiza Sol. Porém, apesar de contar com ajuda de diversos voluntários, a logística de entrega era um problema: “Porque todo mundo trabalha”. No entanto, há cerca de dois meses, a instituição passou a contar com um parceiro que faz carreta em São Vicente. “Ele vem sem cobrar nada e leva as coisas no dia da ação”, ressalta a gerente de negócios. Além do dono da carreta, outros voluntários colaboram nos dias de eventos. E é de pouquinho em pouquinho que a quantidade de cada item necessário é arrecadada: “Essa é nossa luta”. Ao todo, são cerca de 400 crianças que Sol procura ‘apadrinhar’ para o Natal, porém, até o momento, apenas 190 já possuem padrinhos. “Mas eu creio em um Deus fiel que vai fazer a obra e eu vou conseguir chegar nos meus 400 padrinhos”, destaca. A ONG já ajudou diversas comunidades, mas atualmente está atendendo o México 70. No local, há um morador que visita as casas, cadastra as famílias e observa a necessidade maior de cada pessoa. “Lá é diferente, a gente vê a necessidade nos olhos, a tristeza, a carência e a pobreza”, finaliza Sol, dizendo que a maior recompensa é poder levar um pouco de alegria e alívio a cada família. Para apoiar a ONG, apadrinhar alguma criança ou realizar alguma doação, basta entrar em contato por meio das redes sociais ‘Obra do Bem’.