[[legacy_image_156783]] A greve dos motoristas do transporte público de São Vicente está encerrada. A Otrantur, empresa responsável pelo serviço, pagou os vales refeição e transporte atrasados desde 28 de fevereiro às 17 horas deste sábado (5). Os salários também tinham sido depositados após o prazo, na noite de quinta-feira (3). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os trabalhadores estavam em greve desde a última terça-feira (1º), operando com 50% da frota durante o dia e 70% nos horários de pico, em cumprimento a uma liminar da Justiça. Os protestos dos motoristas de ônibus da Otrantur não são novidade. Em janeiro, a categoria chegou a cruzar os braços no dia 19 por conta de salários e benefícios atrasados, estes referentes ao mês de dezembro. De acordo com a categoria, os atrasos têm sido constantes. A empresa inclusive chegou a declarar, em nota, que os problemas ocorrem em virtude de uma crise financeira, imposta por diversos fatores, como o não reajuste da tarifa e aumento do diesel. Após a declaração da empresa e pedido de ajuda à Prefeitura – a Otrantur reivindicou ao Executivo adiantamento de subsídios -, uma lei municipal sancionada pelo prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Pode) para assegurar um pagamento mensal de R\$ 400 mil, por 11 meses, à empresa responsável pelo transporte coletivo municipal. O dinheiro é destinado exclusivamente para pagar os funcionários e garantir o serviço de transporte público. Metade desse dinheiro, que soma a cifra de R\$ 4,4 milhões, estava como verba prevista para os serviços de drenagem na cidade, que sofreu com inundações decorrentes de chuvas. Rompimento do contrato Recentemente, o prefeito de São Vicente explicou que tem seguindo os trâmites de notificações e multas à empresa, já que a população está sendo afetada. Para ele, os problemas ocasionados afetam o serviço e podem resultar no rompimento de contrato com a empresa. Kayo Amado ressalta que a Prefeitura faz um aporte mensal de R\$ 400 mil, como subsídio para a empresa, e que espera que situação seja resolvida. “O contrato foi firmado em 2019, uma concessão de 20 anos. Ocorre que desde o início já havia indícios de que a empresa não cumpria o contrato. Temos feito uma série de questionamentos formais à empresa, juntando provas dentro desse contrato para que a gente possa resguardar o direito público. Mas não se resolve do dia para a noite”, disse o prefeito.