Nicolino vinha sentindo um desconforto no estômago nos últimos dias (Reprodução/Instagram) O advogado, ex-vereador de São Vicente e ex-diretor do Santos FC, Nicolino Bozzella, morreu aos 81 anos na madrugada desta sexta-feira (6), em São Vicente, após sofrer um infarto agudo no miocárdio. A informação foi confirmada pelo seu filho e ex-deputado federal, Júnior Bozella (União). Ainda de acordo com o filho, Nicolino vinha sentindo um desconforto no estômago nos últimos dias e nesta quinta-feira (5) os sintomas se intensificaram. “Minha irmã o acompanhou no Hospital Casa de Saúde. Ele foi medicado e voltou para casa. Aparentemente estava bem. Hoje (sexta-feira, 6) pela manhã o encontramos desacordado em casa”, disse o familiar. O corpo de Nicolino foi velado nesta sexta-feira (6), das 17 às 20h no 1° andar da Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos. O velório deve ser retomado neste sábado (7), às 8h e o corpo cremado às 18h. Devido à morte de Nicolino, o prefeito de São Vicente Kayo Amado (Podemos) decretou luto oficial na Cidade de três dias. Nicolino deixa quatro filhos, entre eles o ex-deputado federal Júnior Bozzela (à direita) (Reprodução/Instagram) Carreira Nicolino era advogado e teve sete mandatos como vereador em São Vicente. Foi por mais de dez anos o presidente da Câmara da Cidade e também presidente do Clube de Regatas Tumiaru. Além disso, ele também ficou conhecido ao ser diretor de futebol do Santos FC entre 1990 e 2000. Fã de carteirinha do Peixe, ele também era conselheiro efetivo do Santos FC. Mensagem Com a morte, a figura vicentina deixa quatro filhos. Para A Tribuna, o filho e ex-deputado federal, Júnior Bozella, deixou uma mensagem pela perda do pai. “A verdade é que eu nunca acreditei que esse dia chegaria. E agora estou aqui, falando sobre isso. Uma tristeza que consome a alma. Meu pai sempre foi a minha referência. Segui todos os passos dele, tanto na política quanto no futebol. Meu espelho, minha referência, meu melhor amigo. Eu literalmente assistia a tudo o que ele fazia e queria fazer igual. As entrevistas nas rádios — eu sentava no chão da sala para ouvir no aparelho de som. Os debates na televisão. As reuniões de campanha. As discussões acaloradas no Conselho Deliberativo do Santos Futebol Clube. Os discursos inflamados na Câmara Municipal de São Vicente. Também me lembro das visitas às creches de São Vicente, pelas quais ele tinha um carinho enorme pelas crianças, pelas tias, pelas mães e pelas funcionárias. E, principalmente, dos almoços em família na nossa infância e adolescência e das idas aos jogos do Santos. Foi ele quem me fez conhecer e amar o Santos Futebol Clube. Me levava para a Vila Belmiro ainda no colo, fosse como dirigente ou simplesmente como torcedor de arquibancada. Meu pai. O único e verdadeiro herói da minha infância — e por toda a eternidade”.