[[legacy_image_130250]] Uma foto de uma postagem que circula pelas redes sociais e em grupos privados afirma que um morador da comunidade México 70, em São Vicente, é o responsável pela morte do policial militar Juliano Ritter, no último domingo (28). Familiares, amigos e moradores da comunidade negam a acusação e temem que haja represália. Procurada, a PM disse não ter informação sobre a participação do homem no caso. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A professora Mariana Diniz Ferreira, de 34 anos, afirma que o irmão, Moisés Henrique Diniz Ferreira, de 31, que é citado na postagem, estava em um chá de bebê com a esposa e amigos no momento do crime. Em conversa com A Tribuna, Mariana afirma que, desde a publicação da foto do irmão nas redes sociais, não conseguiu ter mais contato com Moisés. Ela teme que ele sofra represália por conta da divulgação da imagem. [[legacy_image_130251]] "Estamos apreensivos, com medo do pior. Estou em pânico e há dias sem dormir direito. Estamos apavorados, com medo de algo acontecer conosco mesmo", desabafa. A postagem afirma que Moisés é "do crime" e o aponta como sendo o assassino do policial militar. Mariana relata que o irmão possui uma pena por tráfico de drogas, mas que esta se encerrou em outubro deste ano. Ela garante que ele não tem qualquer ligação com a morte do soldado da PM. Na tentativa de provar que o irmão não estava no local do crime, Mariana encontrou um print de uma conversa em um grupo no WhatsApp, criado pelos integrantes da festa citada, onde Moisés teria enviado mensagens entre 12h51 e 13h45, momento em que ocorreu o assassinato do policial. Em uma das mensagens, ele manda uma foto dos preparativos e afirma que está "tudo pronto". [[legacy_image_130269]] OperaçãoDesde a morte do soldado Juliano Ritter, a Polícia Militar realiza operação na comunidade México 70, em São Vicente, para identificar e prender o autor do crime. O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios da DEIC de Santos. Depois de atirar contra a cabeça do policial e levar sua arma, o criminoso teria fugido para a comunidade. Por isso as ações policiais estão concentradas no local. Nesta quinta (2), houve uma reunião entre a Polícia Militar, moradores da comunidade e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), após relatos de abusos de autoridade durante a operação. Segundo Mariana, desde domingo (28) a polícia tem ido na casa onde ela mora e perguntado sobre o paradeiro de Moisés. "Estamos orando e clamando a Deus toda hora pela vida dele. Não sabemos de nada. Eu só quero que a verdade apareça e consigamos dormir em paz", afirma a professora. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) disse que diligências estão em andamento para identificar e prender os autores, e que detalhes não podem ser passados para garantir autonomia ao trabalho policial. Procurada, a Polícia Militar disse que não tem informação sobre o nome citado ser suspeito no caso. A corporação orienta a família a procurar a Polícia Civil para registro de ocorrência em caso de haver ameaças de terceiros. A PM também diz que, até o momento, não há "registro de denúncias de irregularidades nas ações policiais e nenhum procedimento de apuração em andamento". [[legacy_image_130270]]