Mergulhador joga celular de cliente que se recusou a pagar pelo serviço de resgate no mar em São Vicente (Reprodução/Redes Sociais) Um mergulhador profissional viralizou nas redes sociais após postar um vídeo onde ele joga o celular de um cliente que se recusou a pagar pelo serviço de resgate de objetos no mar em São Vicente, no litoral de São Paulo. Jair Gatto conta que realiza este tipo de trabalho há cerca de cinco anos: quando alguém perde um objeto no mar ou em uma represa, ele é acionado para resgatá-lo. “Em qualquer lugar que tenha água, perdeu, o pessoal me chama”, diz. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O episódio que viralizou nas redes sociais aconteceu na última quinta-feira (7). Gatto conta que a companheira do dono do celular, um iPhone 15, entrou em contato com ele após perder o aparelho durante um passeio de jet-ski próximo da prainha do Japuí. “Ela ficou no desespero, e como eu sou muito conhecido, rapidamente isso chegou em mim”, lembra. O preço do modelo fabricado pela Apple varia de R\$ 4,5 mil a R\$ 9,6 mil, dependendo da capacidade de memória do aparelho. A mulher explicou para ele o que tinha acontecido, qual era o modelo do celular e onde ela tinha perdido. Por sorte, o mergulhador estava bem próximo do local, então logo ele pegou o barco para encontrar a cliente. Eles acordaram um valor de R\$ 1,2 mil pelo serviço. Então, Gatto e um amigo voltaram para o mar e, após cerca de 40 minutos mergulhando, acharam o celular. -Mergulhador joga celular na água (1.441251) Quanto Gatto retornou, a mulher já não estava mais na praia, então ele ligou para ela. “Falei para ela que eu tinha achado o celular, aí foi uma alegria, aquela coisa toda. Então ela falou ‘calma, que você vai falar com o meu marido que achou o celular dele’”, lembra Gatto. A princípio, quando o homem atendeu a ligação, foi só elogios para o mergulhador, mas quando ele descobriu o valor cobrado pelo serviço, a conversa mudou de tom. “Ele falou ‘nossa, mano, tudo isso?’, mas ele já sabia o valor, ele estava de malandragem. Ele [ficava]: ‘pô, mano, ajuda aí, dá uma quebrada nisso’”, lembra o mergulhador. Gatto, no entanto, ficou irredutível: deixou claro que esse era o valor cobrado pelo serviço e que já tinha sido acordado previamente com a companheira do dono do celular. Diante do impasse, o cliente fez uma proposta e até culpou a companheira por solicitar o serviço de Gatto. “Ele falou assim: ‘já que foi ela que pediu, sem falar comigo, se não eu tinha falado para ela não contratar teu trabalho, e eu que vou ter que pagar o serviço, eu te mando agora R\$ 250 e semana que vem eu te mando o resto”, lembra o mergulhador. Novamente, ele se recusou a aceitar: o preço combinado previamente era R\$ 1,2 mil à vista. O mergulhador conta que o homem começou a discutir, e logo a paciência dele se esgotou e ele encerrou a conversa. “Eu falei: ‘quer saber, mano? Parou, já está indo longe demais isso, não quero mais saber dessas confusões. Você não me deve mais nada. Eu vou colocar o telefone no mesmo lugar que estava”, disse Gatto antes de desligar a ligação e excluir o número dos contatos. Mas, é claro, o lugar onde o mergulhador encontrou o celular era o mar. Então, após desligar a ligação, Gatto e o amigo voltaram para o barco para devolver o iPhone 15 para o lugar onde ele foi encontrado. A devolução foi filmada e viralizou nas redes sociais. “Ó irmão, está aqui teu telefone. Não vou cobrar nada. Vem buscar agora, falou? Um abraço”, diz o mergulhador antes de deixar o celular cair na água. Nas redes, a maioria dos comentários apoiou a atitude de Gatto. “O cara é referência, resgata várias paradas e os caras desvalorizam o trabalho. Agora vai lá e mergulha”, escreveu um internauta. “Certíssimo, chamou e contratou o serviço tem que pagar. Toda profissão tem um preço, dedicação, tempo e conhecimento”, comentou outro.