[[legacy_image_190509]] A família de Ruan Oliveira Morales, de 7 anos, passou por um grande susto na última quinta-feira (7): o garoto teria sido picado por uma cobra na Praça da Rua Japão, no Parque Bitaru, em São Vicente. Com a mão inchada, a marca da picada e dores de cabeça, o menino foi levado à unidade de Pronto Atendimento da Unimed, em Praia Grande, de onde foi transferido para o Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, referência na região para esse tipo de ocorrência. Ruan ficou em observação até à tarde deste sábado (9), quando teve alta do hospital. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Ele estava passeando com os meus pais na pracinha e quando subiu em uma seringueira onde as crianças sempre brincam, voltou dizendo que o cipó tinha machucado a mão dele. Minha mãe não notou no momento e quando eu fui buscá-lo na casa dos meus pais, ele reclamou de dor na mão direita e dor de cabeça”, conta a mãe, a fisioterapeuta Caroline Benitez Morales, de 34 anos. Preocupada, ela falou por telefone com uma amiga, que é pediatra, e mandou uma foto da mão de Ruan. “Ela falou que parecia com picada de cobra e disse para eu levá-lo ao hospital. Tive que correr até o Rio Branco, onde eu moro, para pegar os documentos, e de lá fui para a Unimed na Praia Grande”. Da unidade hospitalar de Praia Grande, Ruan foi transferido de ambulância para o Hospital Guilherme Álvaro, onde, segundo Caroline, o médico que o atendeu disse que o menino teria sido picado por “uma cobra filhote, provavelmente uma jararaca, comum na região”. A informação, de acordo com a mãe, consta no relatório médico. Ruan foi submetido a vários exames, mas nenhuma alteração significativa foi constatada no quadro clínico do garoto, que ficou internado em observação até a tarde deste sábado, quando recebeu alta. "O médico falou que deu pequenas alterações, mas não o suficiente para ter que tomar o (soro) antiofídico. Eles queriam deixar mais em observação porque poderia necrosar (a mão)", comenta Caroline. "O médico falou que deveria ser uma cobra filhote e o nível de veneno dela é muito baixo, por isso que ele não teve complicações nem alterações no hemograma". [[legacy_image_190510]] Cadê a cobra?Apesar do incidente com o filho, ninguém viu ou encontrou a cobra na praça da Rua Japão. Criada no Parque Bitaru, a fisioterapeuta reclamou do estado de abandono do local e do risco que as crianças do bairro estariam correndo no espaço público. Segundo Caroline, além de crianças e idosos do bairro frequentarem a praça, alunos de duas escolas municipais, República de Portugal e Raquel de Castro Ferreira, fazem educação física no local. “Se era uma cobra filhote, tem uma ninhada, o meu medo é esse. Fui no batalhão dos bombeiros, na Avenida Capitão Mor Aguiar, e me disseram que as cobras estão no habitat delas e que não poderiam fazer nada. Meu pai entrou em contato com a Prefeitura, que disse que chamaria a Ambiental, mas ninguém apareceu”, critica Caroline. Prefeitura respondeA Tribuna procurou a Prefeitura de São Vicente para saber sobre as providências em relação às reclamações da mãe de Ruan. Em nota, a Administração informou que “a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada, mas não encontrou a cobra no local” e “de acordo com a GCM Ambiental, é fundamental a colaboração dos munícipes pra conservação da limpeza do local, pois resíduos e restos de alimentos atraem roedores e, consequentemente, atraem cobras, que se alimentam deles”. De acordo com a Prefeitura, a Secretaria de Serviços Públicos (Sesp) executa constantemente serviço de roçagem e limpeza na Rua Japão. A Administração também alertou que em casos de avistamento de animal silvestre, “a GCM recomenda que não tente se aproximar e os acione pelos telefones 153, 3467-7434 ou pelo WhatsApp (13) 99641-0112".