[[legacy_image_325692]] Moradores de São Vicente estão indignados com a permanência de um lixão a céu aberto dentro de um terreno da Prefeitura, ao lado do Mar Pequeno, próximo à Ponte dos Barreiros. À Reportagem, a administração pública já havia afirmado que os entulhos seriam retirados até o fim de novembro de 2023, o que não foi feito. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Imagens realizadas na tarde desta quinta-feira (11) mostram o terreno com uma grande quantidade de lixo que, em alguns pontos, ultrapassa a altura do muro. No local ainda é possível ver um trator do tipo escavadeira, utilizado para separar os entulhos. (confira o vídeo abaixo) Um morador que não quis se identificar reclamou dos incômodos gerados pelo lixão. “Sentimos cheiro forte e cheiro de animais mortos. A montanha [de lixo] está cada vez maior. Eu passo de ônibus e dá pra sentir. Imagina como fica para os vizinhos". Quando questionada em novembro do ano passado, a Prefeitura se comprometeu a, no fim daquele mês, remover o lixo que passou a armazenar naquele terreno. Porém, o que se pode ver é que o compromisso não foi cumprido. Enquanto isso, moradores se dizem preocupados com o Mar Pequeno, que fica ao lado do terreno. “Todo aquele lixo pode cair no rio causando uma série de problemas para a população e para o Meio Ambiente”, diz uma moradora. [[legacy_image_325693]] Ainda em novembro, outro morador já demonstrava o mesmo temor. “Além dos problemas que podem causar ao meio ambiente, a imagem daquela montanha de lixo na passagem da ponte é muito negativa para o município”, disse. Em nota, a Prefeitura de São Vicente, através da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), informou que o volume de resíduos não tem aumentado e que os resíduos de construção civil (RCC) depositados não exalam cheiro. E relacionou o forte odor às produções de uma empresa de coleta de grãos de soja, que fica próxima ao terreno. Entretanto, ainda em novembro, a Reportagem constatou que o lixo armazenado no espaço não consistia apenas em RCCs, mas também móveis, sacolas plásticas, entre outros materiais. Na ocasião, a Prefeitura admitiu haver outros itens além de RCC, mas que seriam frutos de descarte irregular de moradores nas ruas da cidade, e que estariam sendo levados para o terreno. Na propriedade há uma placa, do Governo do Estado, que diz utilizar o espaço para “Implantação de Adutora Subaquática no Canal dos Barreiros”. De acordo com o informe, a obra teve início em 24 de janeiro de 2023 e tinha um prazo de 360 dias para ser finalizada, isso a um custo total de R\$ 11,8 milhões. À época a Sabesp informou que até o mês de dezembro a obra estava “40% concluída entre os serviços preliminares de sondagem, elaboração de projetos executivos e fornecimento de materiais”. Mas, naquela ocasião, disse buscar liberações de áreas da União para dar continuidade aos trabalhos e uso dos terrenos”. Explicou ainda que a conclusão será feita 150 dias após forem expedidas todas as liberações pelos órgãos competentes”. [[legacy_image_325694]] A Reportagem voltou a perguntar sobre prazos, quanto da obra ainda falta ser concluída e a necessidade de ocupação do terreno que hoje armazena lixo. Porém, a Sabesp não deu nenhuma resposta. Já a Prefeitura garantiu que a paralisação das obras da Sabesp não tem relação à quantidade de lixo na propriedade. “A Sesp ressalta que a companhia só deu entrada nos pedidos de licenciamento ambiental no final do ano. Por esse motivo, ainda não houve liberação para a execução dos trabalhos”. E finaliza, dizendo que tem se esforçado para “a liberação da área, pois a mesma faz parte do complexo de apoio aos serviços de limpeza urbana”.