[[legacy_image_165770]] A jovem Angélica dos Santos Rodrigues, de 27 anos, sofreu queimaduras de 3º grau em 85% do corpo devido a um acidente enquanto cozinhava, em São Vicente. Ela está internada no Hospital Municipal (antigo Crei) e aguarda transferência para uma unidade especializada. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A mãe de Angélica, a cozinheira Silvia Regina Francisca dos Santos, de 43 anos, que mora na Vila Sônia, em Praia Grande, conta que a filha, desempregada, estava usando um galão com álcool para cozinhar depois que o gás acabou. "Ela achou que o fogo tinha apagado, porque tinha acabado o álcool. Em seguida ela foi encher o galão com álcool para poder terminar de cozinhar a comida. Quando ela virou o galão para acender de novo e terminar de cozinhar, o fogo veio pro galão. Ela tomou susto, derramou álcool sobre o corpo e veio a pegar fogo", relata Silvia. O acidente se deu no último domingo (27). Angélica foi internada no Hospital Municipal de São Vicente. Ela está inserida na Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross), do Governo Estadual, onde aguarda disponibilidade de vaga em uma unidade especializada em queimaduras. "Está difícil de conseguir transferência para outro hospital. Estão fazendo curativos. Os próprios cirurgiões disseram que ali não tem estrutura para queimaduras. Estamos em busca de uma vaga para ela em outro hospital e ela se recuperar o mais rápido possível. Ela tinha vendido o celular pra poder se alimentar. Não tivemos muito como ajudá-la", conta a mãe. RespostaPor meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde disse que a paciente está sendo monitorada e será encaminhada para um serviço de referência. "O deslocamento de pacientes a outros serviços de saúde requer quadro clínico favorável, com base em avaliação médica e, portanto, não depende somente da disponibilidade de vagas", explica a pasta. A secretaria afirma que a Cross busca vagas em diversas unidades de saúde, não se limitando aos hospitais estaduais, que estejam na região de origem do paciente e que tenham capacidade para atender cada caso. Por telefone, a assessoria de imprensa de São Vicente disse que a paciente vem sendo acolhida no hospital, mas que o tratamento deve prosseguir em uma unidade especializada. Através de nota, a Prefeitura disse que a paciente foi inserida no Cross na terça-feira (29) e que aguarda a liberação da vaga por parte do Estado para que a paciente seja transferida para hospital de referência.